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 Quest — Solidão

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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   25.12.14 21:46


Olá tudo bem? Agradeço as postagens antecipadas e aproveito a oportunidade para desejar um 2015 ótimo para vocês. Qualquer pergunta, aviso ou reclamação utilizem o chat. Estamos chegando ao final da quest, espero que tenham se divertido até aqui.


Prazo para os jogadores: 03/01/2015

Prazo para o narrador: 04/01/2015
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   01.01.15 15:37


Prestei atenção a cada palavra de Philemon. Mexia as pernas e percebi que já podia andar, levantei e segui até perto do monitor com imagens de ultrassom, era bem estranho. Confesso que fiquei apreensiva quando ele disse que ainda não havia descoberto o que eram as manchas vermelhas. Philemon nos dava explicações de uma forma bem cientifica. Ele me diz que a escolha era minha de tocar ou não o sangue verde. Olhei para Corazon e Julian, de alguma forma procurava incentivo em ambos. Abaixei e toquei o sangue vi muitas coisas. Philemon diz que gostaria de ter uma amostra do meu sangue, com o olhar sério estico braço e digo para que fique à vontade. Enquanto ele tirava a amostra a nossa superior chamou pelo comunicador. Usando a outra não ativei meu comunicador respondendo.

— Estou ótima, general. Vamos ver como será daqui pra frente.

Olhei os dois rapazes ali e sorri de canto. De repente tiros, muitos tiros. Frascos estourando, sujeira pra todo canto. Instintivamente me escondi como pude. Por pouco não peguei a arma que me foi lançada por Philemon. Além disto ele também nos joga roupas de proteção. Como é que eu ia me vestir sendo alvejada de balas? O jeito foi atirar. Levantei rápido e atirei, não pensei muito.


Torcia para acertar um dos soldados estranhos. Se desse certo eu iria na direção e Philemon e vestiria a roupa.
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   02.01.15 3:18

Por mais que tentasse acreditar nas palavras do Dr, era difícil para Julian. Algo o fazia achar, ainda, que ele era o grande responsável. Contudo, enquanto prestava atenção às palavras do cientista, o mesmo falara que havia vendido a planta, ou a fórmula da planta – em termos científicos – e, que assim, talvez, o seu objetivo tivesse sido alterado de maneira subversiva. Impulsivo, os braço de Satânico logo se descruzaram, e com o dedo em riste, então, pronunciara:

—— Vamos atrás desse cara, então, Dr--!

Parou de falar ao perceber que o interrompia. Deixou que ele terminasse de falar, principalmente direcionada à Helena. Não demorou para que a líder continuasse o contato. A fim de tranquiliza-la, Julian também ativou seu comunicador.

—— Estamos vivos.

Sem demora, tiros atravessaram a porta do lugar. Instintivamente, Keller abaixou-se, atrás de uma mesa do lugar. É certo que o objeto não seguraria os disparos por muito tempo. Dessa forma, virando o rosto para poder visualizar a porta, criou uma barreira telecinética resistente o suficiente – uma vez que estava no auge de seu vigor físico, graças às pílulas dadas pelo Dr. – entre os heróis e os soldados, prestes a entrar.

—— Por enquanto! —— terminou o contato com sua superior.

Com a barreira criada, haveria tempo para que ele e os outros dois companheiros pudessem vestir as roupas dadas pelo Dr e se dirigirem à redoma. Depois de vesti-la olhou seriamente para o cientista.

—— Não esqueci do seu contato. Você nos levará até ele depois.

A monotonia de caos o perturbava. Mas mudar a situação com assassinatos com certeza não era o melhor caminho. De qualquer forma, moveu a barreira para frente, para que ela “levasse tudo o que tivesse na frente” – cerca de quinze metros de distância por dois de altura. Sua intenção era fazer com que parte da parede caísse sobre os soldados. Em seguida, correria para o fundo da sala, onde aparentemente havia uma passagem para a redoma.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   04.01.15 10:45



Helena, Corazon e Satânico agem em conjunto e conseguem afastar os soldados, mas o que não sabiam é que eles não podiam ser mortos. Corazon conhecia as criaturas e sabendo disto passou adiante a informação, afinal ele havia abatido um destes na redoma e viu eles voltarem a forma anterior. As criaturas pareciam ser feitas de plástico liquido, voltavam à forma mesmo após receberem tiros. A barreira criada por Satânico deu o tempo que precisavam para vestir as roupas. Havia nos macacões oxigênio suficiente para duas horas dentro da redoma. Este era o tempo de todos teriam para agir.

Antes[..]

Helena ao tocar o sangue recebe informações estranhas, mas não vê nada além de plantas, cipós e emaranhados. Os cipós invadiam todos os lugares, todos os cantos. Ela também vê a forma como os soldados foram atacados, os cinco que agora os atacavam. Nada que foi visto por Helena ajudou a desvendar o mistério.
Philemon ajusta o seu macacão e usando sinal fala com Corazon, Helena e Satânica para ativarem a transmissão entre eles. Assim que é ativada ele fala com todos.

— Seus poderes não poderão ser usados enquanto estiverem com os trajes. Temos 2 horas de oxigênio. Estamos indo a procura de respostas e de uma forma de eliminar esta ameaça. Quanto a pessoa que passei minha descoberta, se ela estivesse viva com certeza iríamos até ela. Vamos tentar, ao máximo, nos manter juntos.

Philemon abre a porta e um ar fétido adentra o lugar, mas nenhum deles poderia sentir, pois estavam protegidos pelos trajes. A iluminação é precária. Flashs de luz davam ao lugar um tom mais sombrio. De repente ouvem um ruído e muitos seres como os que os atacaram lá dentro aparecem, mas parece não os perceber. Nada ali era amigo. Philemon seguia devagar na direção central do lugar. Seguia devagar e apenas a respiração deste era ouvida pelos três, de repente um barulho de rachadura, a terra sob seus pés abre numa enorme cratera. São sugados pela terra fofa por 20 minutos. A terra não dava sustentação, não adiantava tentar segurar em nada. Pedaços de madeira pontudos, como facas, rasga o traje dos 4. A pele dos 4 é perfurada pelas facas de madeira. O vidro do capacete quebra e muita terra invade o mesmo. É uma descia que parecia interminável e então caem sobre uma vegetação fofa.


O lugar lembrava uma enorme floresta e era quente, muito quente. Ao redor muito verde. A iluminação lembrava a luz solar. Tinham se se recompor. O ar que adentra suas narinas é puro, tão puro que chega a sufocar. Onde estavam? Era exatamente o que deviam descobrir. Philemon assim como Helena, Satânico e Corazon estavam surpresos e Philemon não tinha a mínima ideia de onde estavam.

Chaos

A general fica aliviada em saber que ainda pode contar com Helena, Corazon e Satânico. Chaos agora mergulhava numa chuva torrencial e a névoa ficava mais densa. As pessoas não estavam mais usando os teleporte, mas as mortes aumentavam. A cada minuto mais e mais pessoas cometiam suicídio.

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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   04.01.15 10:49


Olá tudo bem? Corazon avisou que estaria indisponível para postar. Agradeço a helena e Satânico pela postagen. Falta pouco para desvendarem este mistério e espero que gostem dos rumos tomados pela quest. Dúvidas ou qualquer outra coisa utilizem o chat. Nos vemos a semana que vem.

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Prazo para o narrador: 11/01/2015
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   07.01.15 22:16

—— Não poderemos usar nossos poderes? Haha Muito obrigado pelas pílulas, Dr!

Vendo que Helena adentrava o lugar, Julian resolveu deixar a desconfiança de lado. Foi caminhando ao lado da mutante, vislumbrando todo o cenário. Não podia sentir nada de fato, a roupa era um verdadeiro isolante. Foi quando, enquanto seguiam o doutor, a terra começou a se mexer. Uma fenda foi aberta e os quatro caíram! Foi rápido demais para Satânico usar seus poderes. Não demorou para que estivessem em outro lugar...

Apenas fechou os olhos e tampou a respiração. Acordou quando sentiu seu corpo chocar-se em algo... mas que era fofo. Parecia até um colchão, se fosse para ser classificado. Embora estivesse em um lugar completamente estranho, sentia-se bem naquele lugar; ele era o avesso de Caos. Cheio de plantas, mata... vida! Coisa inexistente em Caos, a cidade dos heróis.

Mas Julian manteve – pelo menos tentou manter o foco na missão e não se distrair. Conforme caminhava pelo mato, não resistiu e se abaixou, pegando alguns ramos e guardando em um bolso da roupa. Esperava que aquilo não arruinasse a missão. Era difícil, para ele, controlar os seus instintos. O ar também era diferente. Era como beber água pura. Os humanos são tão acostumados a beber a água tratada com cloro que até estranham quando bebem água pura. Era a mesma coisa.

Mas uma luz solar era ainda mais fascinante do que tudo aquilo. Como poderia haver algo assim? Era para eles estarem a (talvez centenas de) quilômetros da superfície. Os olhos verdes do mutantes iluminados pela claridade misteriosa brilhavam.

—— A gente tem que seguir essa luz. Sério.
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   10.01.15 14:23


As investidas dão certo e olho satisfeita para meus colegas de equipe. Temos um pequeno intervalo onde Philemon me encoraja a tocar o sangue verde. Não consigo descobrir nada de relevante, apenas vejo que a mesma planta que atacou o doutor também atacou os soldados enviados pela general, aquilo não era bom. Então veio o tiroteio e ajo junto com Julian e Corazon e nos saímos muito bem. Julian cria uma barreira e consigo vestir meu traje.

Philemon nos convida a adentrar a tal cúpula, olho para Julian e Corazon, dou um meio sorriso e assim que estamos interligados falo tentando ser animada.

— Aqueles soldados foram atacados pela mesma planta que lhe atacou doutor, sorte sua que chegamos antes. Corazon você estava aqui dentro, algo relevante para nos dizer?

O silencio era mortal e o ruído da respiração do doutor me lembrava Darth Vader, sorrio sozinha com meu pensamento. Os flashs de luzes dão ao lugar um toque sinistro de filme de terror trash, continuo a andar e de repente o chão se desfaz sob nosso pés, tento me segurar, mas a terra fofa não da sustentação. A terra passava pela frente do capacete e sinto o traje rasgar. O visor do traje se quebra e muita terra adentra o mesmo, Deus vou morrer sufocada e então sinto o corpo cair em queda livre e penso morri! Fecho os olhos esperando o impacto e para minha surpresa caio em cima de algo fofo, muito fofo. Abro os olhos e me sento tirando a terra da frente do meu rosto.

Pisco algumas vezes e engasgo ao sentir o ar fresco e puro que adentra meus pulmões. Uma tosse forte rompe de meus pulmões, não estou habituada a um ar tão puro. Fico de pé buscando, com o olhar, Julian Corazon e o doutor. Pela expressão dos três estavam tão surpresos quanto eu, mas exatamente onde estávamos? Julian se manifesta e então tiro meu traje. Dobro-o e o seguro firme com os braços.

— Concordo com você Julian, mas vamos nos manter alerta.

A curiosidade me mortificava. De onde vinha a luz e como era possível tanto verde e ar puro no interior da terra? Caminhava ao lado de Julian e perguntei ao doutor.



— Tem ideia de onde estamos doutor?
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   13.01.15 1:37


Satânico, Helena e Philemon caminhavam com cuidado pelo estranho terreno. Nada além dos passos quebrando galhos era ouvido. Se estivessem numa mata escutariam o som de pássaros, de insetos ou qualquer coisa do gênero, mas diferente disto apenas o silêncio mortal enchia o lugar. Enquanto caminhavam Philemon respondeu Helena.

— Não faço a mínima ideia de onde estamos. Tudo é novo para mim também.


Continuavam a caminhar e o lugar foi mudando drasticamente. Uma densa névoa começou a surgir do alto e as plantas tornaram-se secas como se um inverno rigoroso estivesse chegado do nada.



Satânico, Helena e Philemon sentem a mudança brusca da temperatura. O frio enregelava os ossos. A luz parecia diminuir drasticamente também, mas nenhum som era emitido. De repente, sem aviso as árvores começam a soltar cipós. Estes cipós formam um emaranhado no que seria o céu e um grito gutural varre todo o lugar. O frio é intenso e eles precisavam arrumar um abrigo. O grito parecia estar bem próximo deles. De repente ela fica imóvel. O corpo da garrota fica mole como uma boneca, mas ela não cai. Ela abre aboca e fala de forma estranha, como se tivesse sendo controlada a distância.

— Vocês invasores não são bem vindos aqui, saiam já daqui.

Um cipó surge do nada e enrola no corpo de Helena a puxando para o interior sombrio da mata. Muitos outros cipós começavam a descer no céu. Philemon e Satânico tinham que sair dali e talvez, com sorte, salvar Helena.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   13.01.15 1:44


Olá tudo bem? Obrigada Satânico e Helena. Bem eu não citei o Corazon, vou deixar isto pro final. Esta será a penúltima postagem de vocês. Ajam como achar coerente.

Prazo para os jogadores: 23/01/2015

Prazo para o narrador: 24/01/2015

Dúvidas, reclamações, utilizem o chat, até semana que vem!
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   15.01.15 23:05


Continuávamos a caminhar e eu me perguntava por que o silêncio dava mais medo que o barulho. O estalar dos gravetos abaixo dos meus pés dava uma conotação sombria aquele lugar. Philemon me responde e rebato com outra pergunta.

— Tem alguma ideia do que seja este lugar?

A mudança brusca da temperatura me assusta muito. Encolho os ombros e passo a mão pelos braços, instintivamente me aproximo mais de Satânico. Solto o ar pela boca e vejo a fumaça se mostrar. Que diabos era aquilo? Não sei explicar como aconteceu, mas sem que eu permitisse perdi o controle sob meu corpo. Não conseguia mais controlar minhas funções motoras. O que estava acontecendo comigo? O que estava acontecendo comigo?
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   16.01.15 20:43

O cenário se transforma. O belo cenário de livro infantil se torna um terrível ambiente de filme de terror. Além de uma densa neblina formar-se, trazendo com ela um frio rigoroso, galhos/cipós entrelaçaram-se no alto, escurecendo todo o local. Satânico abraçou Helena, pondo um de seus braços pelas suas costas e o outro segurando sua mão, a fim de espantar o frio.

Como não poderia ser diferente, o doutor de nada sabia, gerando uma sensação de ódio no mutante telecinético. Ainda que ele não soubesse, e estarem ali por causa dele, o grupo continuou andando. E como se o cenário já não fosse terrível o suficiente, um grito estrondoso foi ouvido. Não poderia ser oriundo de uma planta, lógico. Satânico então pôs em posição de combate, com as mãos já energizadas.

—— Ah, cara...

Pouco depois de se pronunciar, percebeu a movimentação dos galhos se aproximando. Helena começou a pronunciar palavras esquisitas, como se estivesse possuída. Julian virou-se para ela, tentando compreender. Foi quando ela simplesmente foi puxada. Julian tentou segurá-la, mas foi impossível. E quando estava prestes e usar seu poder para puxá-la, um cipó passou por suas pernas, aplicando-lhe uma rasteira.

O mutante caiu de cara no chão. Se não colocasse os braços à frente do rosto, certamente teria danos na face. Virou-se para trás e viu o doutor, perdido. Talvez o cientista buscasse alguma explicação para aquilo tudo. Mas não era o momento. Tinham que salvar Helena e sair dali. Por isso, envolveu-o com sua energia telecinética e depois a si mesmo, e moveria os dois, pelo ar – mas em uma altura pequena em relação ao solo – até a direção que Helena havia sido puxada. Seguia os sons dos cipós se movendo, e de algo se debatendo, provavelmente o corpo de Helena, buscando se libertar. Seguiria esse rastro, mesmo que fosse a última coisa que fizesse.

—— Estamos indo, Helena! —— gritou, na esperança da menina ouvi-lo.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   16.01.15 23:58


Helena é puxada pelo terreno do lugar por muitos metros e devagar recobrava sua consciência. Vendo sua situação agarota tenta desvencilhar-se do que a prendia, esforço inútil. O cipó arrastou Helena para o mais fundo e sombrio daquele lugar e quando a garota atravessou o que parecia ser um emaranhado de árvores voltou a plena consciência.



O cipó que prendia Helena a soltou e a garota se viu estirada no chão, um chão úmido e fofo, como uma relva. Um cheiro cítrico invadiu as narinas de Helena e quando olhou não acreditou em seus olhos.

Satânico bem tentou, mas não conseguiu manter Helena em segurança e o rapaz parecia nutrir raiva por Philemon. O cientista que estava protegido pela bolha de Satânico falou de forma clara.

— Sei que você não acredita que eu seja inocente, que eu não tenha nada ver com isto, mas lhe juro estou tão surpreso como você. O que posso dizer como cientista é que este lugar é um organismo vivo, mas que depende de outro para viver. As mudanças climáticas só podem ser isto. Um caso de parasita e um parasita forte. Todas aquelas amostras no meu laboratório, vieram daqui, mesmo que eu nunca tenha, realmente, estado aqui. Não compreendia como podia surgir plantas num lugar tão inóspito. Repare Satânico, olhe para o céu, acredito que descobrimos de onde vem a energia do que vive aqui embaixo.


Neste instante Satânico olhou para o céu e ficou abismado. Os cipós formavam dutos grossos que sugavam algo do que seria o céu. O que quer que fosse adentrava feito água em uma mangueira e se espalhava por todo canto. A luz tênue que se formava nos dutos era encantadora e ao mesmo tempo aterrorizante. O que era aquilo?

Após flutuar por alguns instantes, Satânico e Philemon se deparam com a mesma entrada por onde Helena foi levada. Ao redor árvores que pareciam estar experimentando, continuamente, as mudanças das estações. Tornavam-se verdes e cheias de folhas, passados alguns segundos ficavam vermelhas até adquirirem o tom amarelo e então as folhas tornavam-se marrons e o ciclo recomeçava.

Philemon solicita sair da bolha e habilmente pega uma tesoura no bolso da camisa, corta um pequeno pedaço da folha e então um grito é ouvido, era o grito de Helena. A garota estava apavorada. Philemon esquece a amostra e adentra o lugar. A primeira reação do homem é susto e logo em seguida admiração.


O que exatamente era aquilo? A criatura segurava Helena pelo tornozelo e sua língua fendida estava próxima demais da garota. Philemon não pensa duas vezes e dispara contra a criatura, por reflexo ela joga Helena violentamente para longe. A queda não machuca Helena, mas seu tornozelo ardia em brasa. A criatura se vira contra Philemon e um dos cipós se enrola ao pescoço de Philemon, mas não forte o suficiente para mata-lo. Um elo mental é criado e Philemon fala à mente de Satânico.

— Saia imediatamente daqui, saia, aqui não é o seu lugar. Quero apenas me alimentar, preciso da melancolia, da solidão, do abandono. Ninguém melhor que humanos para me proporcionar isto. Foi um erro levar meus filhos lá para cima, um erro, mas graças a este erro estou tento o prazer de tornar-me forte. Em breve não precisarei mais de humanos .A energias de voc~es três não me servem, preciso da melancolia, da solidão, do abandono. Preciso da solidão..a solidão me faz bem..a solidão..ela me chama.

Philemon cala-se e o aperto em seu pescoço aumenta e se nada for feito o homem morrera. Helena não ouviu oque Satânico ouviu, ela apenas ouviu grunhidos estranhos. Ali estava fonte de toda melancolia de Chaos e precisavam cortar o mal pela raiz, pois a mutação estava acontecendo, se os zumbis ( que não são zumbis) da superfície chegassem aquele lugar não restará nada a fazer pelo mundo.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   17.01.15 0:03


Olá tudo bem? Obrigada Satânico e Helena pelas postagens. Bom agora é só matarem a planta e ai seguimos para conclusão. Utilizem a estratégia que melhor convir a vocês. Podem incluir Philemon, da sugestão a ele. A vida dele está nas mãos de vocês. No mais espero que se divirtam assim como me diverti bolando a quest. Dúvidas, reclamação, sugestão o chat e eu estamos a disposição.

Até semana que vem.

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   18.01.15 12:27


Por incrível que pareça ser arrastada daquela forma não estava me causando nenhum desconforto, só estava me dando um pânico enorme. Olhava e via a escuridão me engolir e meu pânico só aumentava, onde estaria Philemon? Julian? De repente me vejo num terreno úmido e fofo, parecia um gramado de jardim. Um cheiro de laranja invade minhas narinas, de onde vinha?  Olhei para frente e o que vi fez minha alma gelar. Deus do céu oque era aquilo? Uma planta monstro? Uma planta viva?

Um tentáculo vem para o meu lado e corro, mas infelizmente ele alcança meu tornozelo, no mesmo instante sinto um ardor indizível e solto um grito de dor e pavor.  Meus olhos se enchem de lágrimas e grito novamente a pleno pulmões.

— Socorro, socorro, está doendo demais, não tenho como continuar.

Vejo uma espécie de língua vir para cima de mim e grito mais uma vez, não queria morrer aqui, não mesmo. Ouço um disparo e automaticamente meu corpo é jogado para longe. Não me machuco, mas meu tornozelo não parou de arder. Com certa dificuldade consigo ver quem me salvou, Philemon e vejo também Julian. Por segundos estou aliviada, mas percebo que Philemon estava em maus lençóis. Não penso muito e tento esquecer o ardor no tornozelo. Armo minha hambô e aciono a lâmina da ponta. Corro e no meio do caminho uso o cabo da hambô  salto, como uma ginasta e desfiro um golpe no que parecia ser a base daquela coisa. Gritei para Julian.


— Vamos lá querido, me ajude na jardinagem, está na hora de nos livramos das ervas daninhas.

Meu tornozelo ardia muito, mas só a possibilidade de poder voltar para minha vida me dava energia extra e animação suficiente para testar o meu limite contra aquela criatura.
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   18.01.15 21:19

Philemon ainda tentava convencer Julian sobre a sua inocência. Nesta altura do campeonato o mutante não se preocupava mais tanto com isso. Voava praticamente às cegas na direção de onde Helena havia sido raptada. Nada o pararia. Exceto uma criatura horrenda como aquela. Por mais que não quisesse admitir, travou de medo. O médico balbuciava algumas palavras, e então Satânico o  “libertara” para que pudesse fazer o que quisesse.

Surpreendentemente, mais uma vez, o cientista mostrava sua coragem – ou irresponsabilidade – e sem planejamento algum desferia contra a planta, libertando Helena de uma iminente morte. A garota logo levantava e estava pronta para outra. O doutor, ao contrário, parecia em maus lençóis; por isso, Satânico projetou em seus dois braços “lâminas” telecinéticas, afiadas o suficiente para conseguir cortar o cipó que o enforcava.

—— Ainda não somos melhores amigos. Heh.

Depois, a criatura falava algumas coisas, dizendo que o grupo deveria sair dali. Com certeza deveriam; tinham ido longe demais. Quase morreram. Mais de uma vez. Mas Helena avançava, e as imagens do início da missão o fizeram continuar, também. Mesmo que a apatia não fosse nada agradável, a desgraça em que Caos mergulhava era ainda pior. Algo sem controle. Assim, voou para perto da mutante.

—— Ela disse que foi um erro... um erro ter levado os filhos dela lá pra cima.

Enquanto dizia isto, Julian formava uma bola de energia verde que se expandia aos poucos.

—— Um erro que a deu prazer, mas que não é o suficiente...

A bola se expandia.

—— Um erro que infelizmente é tarde demais para se arrepender.

Dessa forma, assim que Helena terminasse de atacar, a bolha de energia que a essa altura tinha o raio de uma bola de vôlei, seria lançada diretamente no ventre da criatura, que parecia ser a região mais frágil do corpo dela. Esperava, com isso, mais do que derrota-la; também fazer com que seus “filhos” morressem.
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   19.01.15 18:41


Chaos superfície

A general não recebia retorno de seus agentes e as coisas estavam cada vez mais estranhas, mais pessoas morrendo e nada que pudesse ser feito. Após os avisos dos agentes ela mandou exterminar os cogumelos, mas muitas vidas já haviam sido ceifadas. A general suspirou e entrou em contato com os vigias da redoma, demorou, mas enfim recebeu um retorno.

— Senhora, você não vai acreditar no que aconteceu. Primeiro seus guardas viraram zumbis e comeram uma minhoca gigante que surgiu não sei de onde. Depois o doutor Philemon acompanhado dos três agentes que a senhora contratou adentraram a cúpula, isto porque um deles havia saído a pouco de lá.

A transmissão silencia e volta alguns segundos depois.

— Assim que os quatro estavam no meio da redoma algo inacreditável aconteceu, o chão se abriu e os sugou, mas teve mais. Uma mulher aranha que eu nunca tinha visto apareceu e salvou um deles, pois ao que parece sua garganta ficou presa por um cipó e ele quase morreu, de novo. A mulher aranha o enrolou como um petisco e sumiu da vista. Os três ainda não voltaram e estou com medo do resto da redoma ser sugado e por isto mesmo estou dando o fora daqui.

A comunicação, mais uma vez, se silencia e mesmo que a general insistisse não consegue estabelecer contato novamente. Ela suspira e tenta novamente falar com Julian e Helena.

— Por favor, agentes, se algum de vocês estiver me ouvindo, retornem. Digam-me se estão bem, por favor.

A general estava muito preocupada, mas não arriscaria colocar mais pessoas em perigo.

Jardim

A ação conjunta de Helena e Satânico surte o efeito ideal. Helena usando sua hambô ataca a base da criatura. A planta solta um grito medonho de dor e ira. Helena sente uma pontada na cabeça e por pouco não perde a consciência. A criatura fala em sua mente.

— Você tem minha essência em você, posso te dominar, posso te domi[...]

Porém, a criatura não teve oportunidade de terminar sua frase. Philemon foi lançado longe e a bola de energia criada por Julian acertou em cheio o ventre da criatura, o rapaz foi perspicaz em atacar a parte frágil da criatura. Assim que a criatura foi destruída uma quantidade enorme de gosma verde com cheiro cítrico banhou o corpo de Julian, Helena e Philemon. As arvores ao redor foram morrendo devagar e o mais incrível o céu começou a desmoronar. Helena, Julian e Philemon tinham que sair dali imediatamente, mas como fariam isto se o céu estava desmoronando? Se não saíssem dali o pior poderia acontecer.

Redoma

Um barulho de rachadura foi ouvido e a maquina que cuidava de revirar o lixo foi sugada pela terra. Toda redoma foi sugada e tudo que havia nela. Nos esgotos um estrondo fez com que as mais remotas criaturas saíssem de seus esconderijos. Uma enorme onda purulenta lavou o lugar e subiu a superfície inundando as ruas sombrias de Chaos com a podridão dos esgotos e tudo aquilo que era descartado na redoma. Muitos corpos semidecompostos ficaram estirados no asfalto úmido das ruas de Chaos. A chuva parou e a névoa vagarosamente foi dissipando e algo não visto há muito tempo tocou o asfalto. Um único raio de sol.

O ar de Chaos estava diferente e as pessoas que antes permaneciam escondidas devagar expunham seus semblantes assustados nas janelas. A general decidiu enviar mais uma tropa de voluntários para tentar resgatar Julian, Philemon e Helena, mas infelizmente ao chegarem ao museu perceberam que não havia como adentrar ali, pois o lugar estava completamente reduzido a ruínas.

A general decidiu então, ela mesma embarcar na busca por sua força tarefa. Desceu os esgotos, que agora estavam inundados por uma lama grossa e começou a chamar por Julian, Helena e Philemon.


Ela não chamou por Corazon, pois algo lhe dizia que este não mais fazia parte da equipe. A general continuou a andar pelos tuneis enlameados dos esgotos. Ela não descansaria até encontrar Philemon, Julian e Helena.





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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   19.01.15 18:47


Bom Helena e Julian agora é só irem ao encontro da general e faço a conclusão da quest. Agradeço muito por não desistirem da quest. Assim que postarem suas ações finalizo. Novamente obrigada e até uma próxima oportunidade.

Prazo para postagem: 24/01/2015

Prazo narrador 25/01/2015

Até mais!
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   19.01.15 23:15


Minha hambô fez o trabalho magistralmente, mas confesso que cortara criatura não foi uma tarefa das mais difíceis. Trabalhava ao lado de Julian e via sua ação contra a criatura, ele sabia usar seus poderes muito bem. Enquanto ele produzia algum tipo de energia com as mãos eu olhava aflita para Philemon e ao mesmo tempo tentava entender o que a planta lhe disse. Era bizarro demais, falei um tanto ofegante.

— Porque será que não ouvi nada?

Maldita seja minha boca, mal me calei e a coisa falou na minha mente. Como assim eu tinha a essência dela em mim? Dai lembrei-me da minhoca que me mordeu, quer droga! Confesso que senti medo, mas mais uma vez Julian salvou minha vida. Sua ação ocasionou a explosão da criatura e uma gosma verde e com cheiro de limão cobriu meu corpo, dos males o menor. Corri na direção de Philemon e perguntei aflita.

— Você está bem?

Não deu tempo de ele responder, pois uma enorme placa ou seja lá o que era aquilo desprendeu-se do céu e quase nos acertou. O que estava acontecendo? Olhei pra Julian, silenciosamente eu pedia uma ajuda, um rumo, estava perdida e não sabia exatamente o que fazer. E como se estivessem ouvido meu pedido de socorro silencioso o comunicador transmitiu um recado da general, respondi imediatamente.

— Eu, Julian e Philemon estamos num lugar abaixo da redoma, consegue nos ajudar a sair daqui? O céu ou teto deste lugar está caindo, não sei o que fazer. Não sabemos o que ouve com Corazon, ele estava conosco quando entramos na redoma, mas não o vi desde então. Aguardo o retorno general, pois se continuarmos aqui seremos soterrados.


Calei a boca e auxiliei Philemon a ficar de pé. Será que destruímos o que sustentava aquele lugar? E que lugar era exatamente aquele? O que estava acontecendo? Torcia para Julian ter uma boa ideia, mas principalmente fazia votos que a general nos auxiliasse a sair dali.





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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   20.01.15 12:13

[justify]O ataque da dupla obteve êxito. Depois de ferir mortalmente a criatura com sua arma, a energia de Julian parece ter sido capaz de finalizar a investida, atingindo, por sorte, a parte frágil da criatura. O monstro explodia. Gosma verde era jogada para todo o lado. Julian só pensou em parar a respiração e cobrir o rosto. Mais do que nojo, sabia que essas criaturas eram muito perigosas – haviam controlado ele no início da missão e depois Helena – e um contato direto com seu organismo poderia ser uma porta para o inferno.

Com a destruição do ser, parece que todo cenário se abalava. Sentia sua falta. O lugar começava a ruir, e isso era terrível; os heróis estavam numa região muito baixa do lugar. Suas vidas estavam ainda mais em risco. Por isso, assim que percebeu a parada da explosão do corpo da criatura, por assim dizer, Julian recompôs-se, voltando a respirar e limpando levemente o rosto. Criou uma espécie de guarda-sol grande telecinético, para livrar os três do teto/escombros que caía.

Em segundos a general entrava em contato. Julian não respondeu no momento, pois fazia bastante esforço para manter o seu constructo telecinético – era como impedir que um prédio desabasse sobre pessoas. Rangia os dentes, mas manteve-se. Lembrou-se das pílulas de Philemon. Com o braço direito levou a mão até o coldre e pegou uma das pílulas. Pôs na boca e engoliu. Esperava não precisar mais usá-las dali pra frente, pois poderia acabar desencadeando algum tipo de vício.

—— Cê... poderia ficar rico com isso, dr. Heh.

Sentiu sua musculatura pulsar, o sangue pulsar mais forte e os olhos brilharem num verde intenso. Do guarda-sol energético, formou-se uma pequena cabine que cobria os três, envolvendo-os por completo, com a parte de cima pontiaguda, para abrir passagem pelos escombros – como se fosse a de uma escavadeira espiral. Os levariam até a saída da redoma, ou até a parte que estivesse mais estabilizada/com menos destruição.[justify]
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   20.01.15 23:09


A general andava com dificuldade pelos esgotos, hora ou outra via seres estranhos, mas sabia que não lhe fariam mal, eram pacíficos e torcia para isto não ter mudado. Quando passava por uma enorme galeria que recebia água de vários pontos o comunicador ecoou pelo lugar. A voz de Helena foi recebida com jubilo pela general. A mulher parou e prestou bastante atenção, assim que a voz de Helena silenciou-se a mulher retornou.

— Estou indo para ai.

Não tinha ideia do que exatamente ia fazer, mas sabia voltar para superfície e ficou um tanto alerta, pois se abaixo estava desmoronando não demoraria para tudo ali também desabar. Acionou o comunicador e solicitou que todos ficassem alerta. Continuou sua caminhada seguindo o mapa digital dos esgotos. Nunca imaginou que aquilo lhe seria útil. Enquanto caminhava levou o maior susto de sua vida. Uma mulher aranha parou rente a ela. Segurava nos braços Corazon. A general assustou-se, mas não atacou. A mulher aranha disse baixo.

— Ele não está morto, mas precisa de cuidados médicos.

Devagar ela o depositou no chão com o máximo cuidado e olhou a general.

— Sei onde os outros estão, posso te levar até lá, mas só farei se me garantir que ele terá atendimento médico o mais rápido possível.


A general olhou a mulher aranha por um segundo e digitou um número, colocou no viva voz e falou pausadamente.

— Tenho um ferido que precisa de atendimento imediato.

A voz do outro lado respondeu num tom metálico.

— Estamos chegando senhora e nossa equipe tem todos os equipamentos para fazer o atendimento imediato.

A general agradeceu e olhou brevemente a mulher aranha e falou num tom frio.

— Agradeço por trazer um membro da força tarefa em segurança, agradeço também por oferecer-se a me levar até os outros, mas consigo chegar lá sozinha. Fique aqui e garanta que nada aconteça a ele até a chegada do socorro.

A general move devagar a cabeça num cumprimento e segue na direção que o mapa lhe indicava. Poucos sabiam, mas a general tinha uma espécie de sentido aguçado e conseguia ver o perigo bem antes dele aparecer e por isto mesmo não precisava de ajuda para chegar até Philemon, Helena e Satânico.

Escombros

Satânico mais uma vez foi peça chave para sobrevivência da equipe. Com a ajuda de Philemon o rapaz conseguiu tornar-se uma escavadeira e assim desbravou os escombros do que um dia foi a redoma. Philemon olhou para Julian e disse com um meio sorriso.

— Talvez eu mude de ramo, mas aviso que ela funciona de forma diferente em cada organismo.

Helena mantinha-se calada. Com rapidez a ação de Satânico removia os vários pedaços de plantas, cipós, lixo e pedaços de corpos que estavam no caminho. Satânico enfim chega ao esgoto que agora estava completamente enlameado. Ao redor muita sujeira e o cheiro não era dos melhores. Eles não compreendiam aquilo e Philemon fala baixo.

— O museu se foi, minhas amostras e meu laboratório, mas isto não vem ao caso. A lama voltou ao seu lugar, afinal Chaos mudou muito nestes anos de melancolia. Nãos ei sair daqui, não tenho certeza de onde estamos.


Assim que Philemon se cala uma luz tremeluzente os alcança, era a general. Ela sorri aliviada e diz enquanto se aproxima.

— Bom vê-los, bom vê-los. O amigo de vocês está recebendo cuidados médicos. Vamos sair daqui.

A general guia os três para superfície. Aradina permanece escondida até o corpo de Corazon sumir pela superfície. Do lado de fora equipes médicas faz o atendimento de todos, mesmo que nem todos precisassem de tantos cuidados. Um sol radiante inundava a cidade e curiosos observavam de longe. A cidade de Chaos havia mudado e muito. Se a mudança seria positiva, só o tempo iria dizer.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   20.01.15 23:13


Epílogo

Sete meses depois[..]

A força tarefa montada por Glenda, a general, conseguiu destruir oque causou muitas mortes na monótona Chaos. A força tarefa teve membros que foram mortos, ressuscitados e adotados, mesmo que poucos saibam disto. Ashely descobriu no submundo dos esgotos um clã que lhe acolheu imediatamente. Hoshi foi realmente morto e consumido pelo chamado Gato da Mentira e Corazon foi ressuscitado pela piedade de Aradina. A localização destes é desconhecida.

Philemon ganhou um novo laboratório e pode analisar todas as amostras que reuniu. Fez descobertas incríveis. A planta realmente era uma mutação, mutação de uma singela flor conhecida como papoula. Ela mudou devagar, Philemon só não descobriu porque ela se alimentava dos sentimentos das pessoas, mas continuaria suas pesquisas até descobrir.
Helena voltou para sua cidade, mas manteve seu nome na lista de voluntários, caso Chaos precisasse poderia continuara contar com ela.

Satânico ou Julian manteve-se atento aos passos de Philemon e assim como Helena manteve o nome na lista de voluntários de Chaos.

O que se pode concluir é que a solidão humana colaborou para a evolução de uma espécie, uma espécie vegetal que atingiu humanos mortos e os transformou. O alerta foi dado. O consumismo e a solidão podem ser uma mistura perigosa.




FIM
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