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 Quest — Solidão

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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   25.10.14 18:37


Os acontecimentos que agitavam Chaos eram impressionantes. De uma hora para outra as coisas pareceram fugir do controle e a passividade deu lugar ondas de suícido e homícios ou seriam apenas suicídios?

Os convocados pela Força Tarefa, entidade que mesmo obsoleta, patrulhava a cidade haviam encontrado um grande mistério para resolver. Os únicos quatro a honrarem o chamado estavam se complicando cada vez mais. Helena e Satânico experimentou algo bizarro e Corazon pereceu nas mãos daquele que deveria ser seu colega de equipe. Realmente as coisas estavam completamente fora de controle. A Força Tarefa era uma rede de monitoramento mundial que “vigiava” acontecimentos “anormais” no mundo. Eram os remanescentes das famosas FBI e Scotland Yard. A apatia mundial não tirou o faro de alguns descendentes da era de ouro da investigação e por isto mantinham o monitoramento mundial.

Os convocados não sabiam, mas a Força Tarefa mantinha câmeras de monitoramento na maior parte da cidade, mesmo aqueles lugares cujo movimento era quase inexistente. E foi graças a este monitoramento que puderam ver o que acontecia nos esgotos da cidade. Acompanharam tudo e ficaram estupefatos quando viram a reação de Hoshi Daisuke. A comandante balançou a cabeça algumas vezes, mas antes que pudesse fazer alguma coisa um clarão ofuscou a visão e quando voltou não viam mais nem Hoshi muito menos Corazon.

As palavras de Corazon chegou a todos. Helena estava desmaiada e Satânico não se lembrava do que aconteceu. Ele ouviu as palavras de Corazon ao mesmo tempo que viu Helena caída. Tudo a sua volta estava destruído, mas o vaso com o cogumelo continuava ileso no chão. Satânico, ao ver o vaso, se recordou dos cipós que apertaram Helena, mas não se lembrou do que aconteceu depois.

A ação d Helena conseguiu interromper o estrangulamento e devagar a garota recuperou a consciência. Cabia a Satânico passar adiante o que Corazon havia dito. Satânico e Helena recebem um comunicado da Força Tarefa. A mulher fala com frieza, mas seu tom estava abalado.

— Satânico, parabéns por sua ação em não ferir sua companheira. Não sei exatamente o que aconteceu ai, mas precisamos saber o que fez você reagir desta forma. Segundo me foi relato, o guarda que estava na porta se jogou pela janela e você surtou. Os outros guardas estão com medo de você. Corazon, ao que tudo indica, foi morto por Hoshi. Ambos estão desaparecidos nos esgotos. Preciso que ambos decidam o que fazer. A situação esta completamente fora de controle. Mais homicídios foram relatados. Em um deles um homem se teleportou para a casa da vizinha e arrancou seus olhos utilizando os dedos. Segundo testemunhas, ele gritava que ela não o iria pegar, não ia. Preciso que vocês descubram o que estas ocorrências têm em comum.

A mulher se cala. Cabia a Helena e Satânico agirem da forma que julgassem correta.

Esgotos

Hoshi Daisuke se mostrou completamente descontrolado. Após receber a baforada no rosto o garoto reviveu suas dificuldades pessoais de forma intensa. Para o azar de Corazon o rapaz decidiu lhe atacar. O ataque foi tão violento e irresponsável que Corazon foi óbito, pelo menos era isto que toda a ação indicava. Sem que soubessem ou percebessem estavam sendo observados por moradores daquele lugar. A névoa alterou a percepçaõd e muitos deles, mas ainda existiam aqueles que conservavam sua sanidade. Uma destas pessoas eram as irmãs Aradina e Arleia. Duas humanas com uma alteração genética interessante. As duas olhavam de longe o acontecido e quando Hoshi atacou de forma covarde Corazon Arleia interviu. Uma bola de teia grudenta foi enviada na direção do rosto de Hoshi, não tinha como ele desviar, pois estava concentrado em matar Corazon. A bola não impediu que o soco acertasse o homem e foi a vez de Aradina entrar em ação. A mulher abriu a boca e uma grossa teia saiu de sua boca. Os fios grudaram no corpo de Corazon. Ela o puxou com força e o enrlou como um casulo. Hoshi estava com o rosto coberto de teia grudenta e por isto não viu o que aconteceu na seguência. Arleia vinha caminhando para cima dele, a intenção da mulher não era ferir Hoshi, porém a sorte não estava do lado do garoto. Assim que se aproximou uma nova flor abriu acima da cabeça da mulher. A mesma poeira que invadiu o nariz de Hoshi caiu sobre Arleia. Segundos se passaram e a fisionomia de Arleia mudou. Ela se aproximou de Hoshi. Abriu a boca e uma espécie de seringa acerou o pescoço do garoto.


Ele sentiu o veneno queimar suapele. As pernas ficaram dormentes. Aradina vendo aquilo aninhou Corazon em seu braços e afastou-se para mais fundo nos esgotos. Ela subiu ara o teto e levava Corazon junto ao peito. E dizia baixo.

— Vou te ajudar, terás uma dívida comigo e eu a cobrarei.


A mulher chegou a um lugar escuro, mas que tinha um cheiro agradável. Ela depositou o corpo de Corazon em uma espécie de ninho e arrancou o casulo que o cobria. Uma pinça enorme saiu do meio de seu corpo e foi até o coração de Corazon. Um brilho vermelho caminhou pela pinça e uma sensação quente tomou conta do corpo de Corazon. Tudo que havia sido destruído com o golpe de Hoshi foi restaurado. A mulher olhou para Corazon e disse de forma quase malvada.

— Novos tempos, novas habilidades.


Um brilhou azul caminhou pela mesma pinça e Corazon sentiu suas células serem renovadas. Seu corpo foi premiado com o aumento dos sentidos. Todos os sentidos de Corazon estavam agora equiparados a de uma aranha. Ele podia sentir o perigo e desviar do mesmo e não somente isto. Sua velocidade de reação foi alterada. Ele podia reagir e desviar de golpes com mais rapidez, assim como correr com mais velocidade que um humano normal. Sua força também foi alterada. Ele não havia se transformado em um super humano, mas estava bem próximo disto.
Após tudo isto Corazon acorda e se vê no ninho da mulher. O que ele fara?

Hoshi sentia o corpo mole, a cabeça rodava e ao focar a visão deparou-se com uma coisa que jamais pensou existir. A mulher o olhava com fúria.



De longe sua irmã observava e a mesma disse a Corazon.



— Saia daqui o mais rápido que puder. Algo aconteceu e eu não sei o que é. As flores estão nos envenenando. Minha irmã, ela nunca foi assim. Saia daqui.

Corazon podia fazer as perguntas que quisesse a Aradina. Arleia possuía uma força descomunal, uma super velocidade e parecia saber maneja bem todos os tipos de armas. Lembrando que Hoshi estava envenenado.

Helena, Satânico e Corazon eram a esperança de Hoshi, mas será que concordariam em ajudar uma pessoa que não fez questão de trabalhar em equipe momento nenhum. Os comunicadores de Hoshi e Corazon estavam jogados no chão do esgoto e se Corazon fosse até Hoshi corria o risco de ser subjugado da mesma forma.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   25.10.14 18:46


Olá! Espero que estejam bem. Desculpem a atualização enorme,mas novamente tive que adequar as coisas senão ficaria sem mais um jogador. Helena pode agir da forma como quiser assim como Satânico. Combinem ação ou ajam em separado, vocês escolhem. Corazon mesma coisa.

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   29.10.14 20:14

Corazon havia sido atingido fatalmente pelo seu próprio parceiro de equipe chamado Hoshi Daisuke. Certamente, o homem havia se aliado ao garoto e solicitado mais cautela ao mesmo, entretanto, por motivos de força maior, o garoto pareceu impossibilitado de acatar o alerta proveniente do garoto. Adentrar instalações subterrâneas ao qual lhes fora alertado sobre a iminência de perigo, de maneira totalmente em desconformidade com os procedimentos da Força-Tarefa era total imprudência, imprudência esta que o sistema obsoleto da força-tarefa fez ao ponto de convocar um civil para as dependências das investigações vigentes do grupo recém-formado, ao qual diversos individuos foram convocados para a confecção de uma missão de homicídio, ao qual pelas informações, há anos não ocorria, a que ponto a força tarefa de Chaos havia chegado? Ao ponto de custar a vida de um, premeditamente citando, experiente investigador, Corazon, convocar civis? Fora um erro. Corazon fora faltamente atingido pelo punho de seu parceiro, suprindo-se de toda a totalidade do dano fornecido, sendo brutalmente arremessado em direção às paredes do esgoto, utilizando-se de seu último fôlego in vita para tentar alertar seus demais companheiros antes de desfalecer, adentrando um estado de torpor, premeditado a sua morte.


As pálpebras de Corazon haviam se fechado logo após o abrupto impacto, suas pálpebras tornaram-se tão pesadas que o homem sequer poderia ter consciência do que estava acontecendo ao seu redor, sua vida, seu sofrimento e sua ascenção pareciam passar diante de seus olhos como um turbilhão memorial, lampejos de seu passado assombravam sua mente assim como os rostos de todas as pessoas que havia consumido até o homem, as vozes, as vozes circundavam sua cabeça como um turbilhão e pouco a pouco o corpo do investigador parecia relaxar. Perdido entre um devaneio de seu torpor, Corazon sentira seu corpo ser alçado por algo, talvez o delírio do dano sofrido tivesse entrado em pauta naquele momento, fazendo-o balbuciar algo. - Quem diria....anjos...anjos...estão me levando...gozado...


Seu corpo fora alçado, Corazon poderia jurar que seu corpo estava sendo aplumado pelas asas de um anjo, ou seja lá qual for a crença para isto, sentia seu corpo girar, mas sequer poderia imaginar que uma espécie de aranha poderia estar fazendo aquilo. Corazon relaxou seu corpo totalmente, deixando-se levar pela criatura que ele próprio julgara um anjo.


" Vou te Ajudar, terás uma dívida comigo e eu a cobrarei".


Estas foram as palavras que Corazon acreditou escutar em seu subconsciente. " Do que...esse anjo está falando...me ajudar...? Eu estou morto...eu não compreendo..". Corazon sentira um cheiro levemente agradável, diferente do pútrido odor escutado anteriormente, apenas reforçando a idéia de que o homem estava morto, entretanto morto até o ponto de sentir um exímio calor, a dor da pinça da criatura adentrando o corpo do investigador não fora sentida, seu sistema havia sido " desativado" pelo golpe do garoto, entretanto, o calor eximio que fora transpassado para o corpo do investigador parecia intensificar-se, Corazon sentiu-se estranho, afinal, estaria ou não morto? No corpo de Corazon, uma reação começou a acontecer ali, os dentes que outrora foram lhe arrancados pelo golpe, pareciam crescer novamente, os tecidos contundidos pelo golpe pareciam se refazer, ele estava se regenerando. Corazon abriu seus olhos após algum tempo, sua visão retornou aos poucos, um borrão tornou-se  nítido, ainda que o escuro imperasse, Corazon avistou sua salvadora, não assustou-se, não temeu, ele também era um monstro, não deveria temer um " anjo".


Corazon escutou então as palavras da criatura, suspirando profundamente, fechando seus olhos logo em sequência após avistar um brilho azulado emanar-se até seu corpo. Imediatamente a isto, sua audição intensificou-se, seu paladar parecia intensificar-se, o gosto de sangue em sua boca era claro, um gosto ruim, amargo, era seu próprio sangue, no entanto, não havia ferimento algum. Corazon abriu seus olhos profundamente, sentindo a mescla de um cheiro agradável, quase agridoce e o cheiro pútrido mais ao longe, sua visão intensificou-se ainda mais, se perfazendo com que o investigador esboçasse um claro sorriso por detrás da máscara que estava utilizando.


— Saia daqui o mais rápido que puder. Algo aconteceu e eu não sei o que é. As flores estão nos envenenando. Minha irmã, ela nunca foi assim. Saia daqui.


Corazon escutou as palavras da criatura atentamente, visando desvencilhar-se lentamente da criatura, desta forma, visando levantar-se lentamente, procurando atentamente algum foco das flores que de alguma forma pareciam infestar o lugar, talvez. Corazon titubeou alguns passos, parecia recobrar cada parte de seu corpo, como se tivesse que se reacostumar com o que havia recebido da criatura. - Poderia...utilizar sua...habilidade...para encobrir as flores...daqui? Sou muito grato pelo que fez por mim...não sei por qual motivo..mas...irei pagar o favor...mas não vou fugir.


Corazon inclinou-se brevemente, a máscara impedia ele de agir com liberdade, mas se a criatura impedisse com sua teia ao menos os focos das flores, impediria claramente o avanço das mesmas para controlá-los ou seja lá qual fosse a situação proveniente daquelas coisas. Corazon esboçou um breve sorriso, erguendo uma das mãos até a altura de sua máscara, removendo a mesma lentamente. - Sua irmã...não é? Corazon suspirou uma vez mais, desviando o olhar para sua salvadora.- Qual o nome da minha salvadora? Me chamo, Corazon. Poderia...criar uma rede de teia para nos proteger, com vasão suficiente para mim? A idéia de Corazon era simples, Aradina utilizaria de suas teias para lacrar as flores e dificultar a propagação do que talvez fossem os pólens das flores e então, criaria uma espécie de rede para protege-los, ou então, dificultar a passagem de sua irmã. Corazon visou intensificar sua visão após remover sua máscara, retirando lentamente de suas vestes um par de luvas branqueadas, colocando-as lentamente.-Você pode fazer a mesma coisa que fez comigo..com sua irmã?



Corazon aguardaria a resposta de sua salvadora e então, esboçaria um breve sorriso olhando para a "irmã" de sua salvadora atentamente, mais atrás, talvez conseguisse enxergar aquele que outrora havia lhe arrancado a vida. Corazon suspiraria profundamente enquanto ergueria uma das mãos até a altura da face, ainda sorrindo e então, iniciaria uma breve caminhada até a extremidade da parede criada por Aradine, caso a mesma não pudesse, ele caminharia cerca de 3 ou 5 passos, tomando absoluto cuidado com as flores ali.


- Eu..não vou me conter mais.... Seus olhos tornaram-se negros como a noite, sua iris tornou-se avermelhada...magenta, as veias ao redor de suas pálpebras pareciam tornarem-se ressaltadas, quase de mesma coloração magenta, era como se a circulação de sangue próximo aos seus olhos, o fluxo, se tornasse mais ávido. " Preciso...do meu comunicador e minha arma...urgente..mas não posso pegá-los...terei que fazer aquilo. ". Caso Corazon já soubesse do nome de sua salvadora, diria. - Afaste-se Aradina...por favor...hehe. Imediatamente, o sobretudo de coloração cinzenta que estava utilizando, na altura de seu coccix, tornar-se-ia avermelhada gradativamente, como se uma coloração implodisse de dentro do homem e então, uma quantidade significativa do que poderia a ser sangue emanaria para fora de seu sobretudo e então, assumiria uma forma grotesca. Algo que lembraria uma cauda seria projetada para fora de Corazon, algo avermelhado, uma cauda de coloração vermelha iria emanar do corpo do homem, violentamente e então, protuberâncias ósseas iriam recobrir toda a capacidade da calda que inicialmente projetou-se a 4 metros de distância do homem. - Arma...facão...calibre 12...ou superior? Resguarde de uma lâmina...? Machadinha...oito protuberâncias...oito olhos....o quão forte sua irmã é?


Corazon não sabia explicar a sensação da renovação que sofrera, sentia-se diferente, poderoso, sentia como se pudesse enfrentar a tudo e a todos, sentia-se com um imensurável poder que lhe fora conferido por Aradine, entretanto, uma nova vida regrada por novos poderes que já intensificava a habilidade que lhe fora conferida, Corazon sentia-se melhor do que nunca. Após remover sua máscara completamente, a cauda que havia se formado parecia pesada, imensamente pesada, porém, a mesma parecia produzir um sistema independente de controle, movendo-se gradativamente a vontade do investigar.- Arma...facão...calibre 12..ou superior...resguarde de lâmina...machadinha...oito protuberâncias..oito olhos...arma..facão..calibre 12.. Corazon parecia balbuciar estas palavras gradativamente enquanto a cauda de aproximadamente quatro metros remexia-se, primeiro, lentamente, produzindo sons ocos, enquanto parecia ricochetear entre o solo, as águas pútridas daquele esgoto e as paredes daquele lugar, a penumbra, a má iluminação seria sua aliada, o ambiente fechado daquele lugar lhe seria favorável. Enquanto parecia repetir para si mesmo, porém, em voz alta cada palavra pertinente a si,  a cada equipamento que a irmã de Aradine parecia estar portando, Corazon repetia para si mesmo como um lembre, até, que a repetição pareceu cessar e o homem proferir.- O...predador...sou eu...aqui. E então, abrupamente, a cauda pareceu curvar-se equiparadamente a uma ponta de flecha, parecia dançar em um ritmo, como se galgasse e mirasse em sua presa mortalmente, seria esta a intenção de Corazon?


Corazon virou direcionar a cauda em direção a irmã de Aradine, estranhamente, conforme os quatro metros inicias da Bikaku (cauda) de Corazon direcionava-se a criatura, a mesma parecia se projetar ainda mais, iniciando-se gradativamente como 4 metros, depois 6, depois 7 metros, ao qual parecia ser o limite da capacidade máxima de Corazon. A idéia do Ghoul era simples, fazer com que sua cauda ricocheteasse entre as paredes e solo dos esgotos, indo em direção a irmã de Aradine. O intuito de Corazon era algo verdadeiramente simples, utilizar-se de sua cauda para simplesmente entrelaçar-se contra o corpo da criatura, que certamente haveria de ter cumprimento o suficiente para entrelaçá-la violentamente. Caso Corazon não tivesse êxito em enlaçá-la, recuaria sua cauda violentamente, visando desta forma, recuá-la em espiral, como um chicote, visando desta forma, evitar os possíveis disparos que ela pudesse efetuar.

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   29.10.14 23:10

Satânico foi se recuperando do transe feito pela planta ao ouvir as tosses e palavras de Corazon. Eram palavras confusas, desconexas. Mas, mas confusa ainda era a visão de Julian. A claridade quase o cegou. Cerrou os olhos, tapando com as mãos. Em seguida foi abrindo devagar as pálpebras, até que a retina se acostumasse à luminosidade. Foi então que se espantou quando viu tudo destruído e Helena no chão, desacordada.

Assim, foi correndo até a moça, agachando-se. Sentou e colocando a cabeça da menina em sua coxa esquerda, procurava entender o que havia acontecido ali. Teriam sido eles atacados? Aparentemente só eles dois estavam lá. Foi quando ouviu o comunicado de sua superior.

— Satânico, parabéns por sua ação em não ferir sua companheira. Não sei exatamente o que aconteceu ai, mas precisamos saber o que fez você reagir desta forma. Segundo me foi relato, o guarda que estava na porta se jogou pela janela e você surtou. Os outros guardas estão com medo de você. Corazon, ao que tudo indica, foi morto por Hoshi. Ambos estão desaparecidos nos esgotos. Preciso que ambos decidam o que fazer. A situação esta completamente fora de controle. Mais homicídios foram relatados. Em um deles um homem se teleportou para a casa da vizinha e arrancou seus olhos utilizando os dedos. Segundo testemunhas, ele gritava que ela não o iria pegar, não ia. Preciso que vocês descubram o que estas ocorrências têm em comum.

—— O que eu fiz? Como assim?! Eu só voltei pro apartamento e tudo ficou assim... destruído! Não, Corazon está vivo, eu recebi o seu comunicado--


Foi quando se deu conta de que a mensagem mais parecia uma despedida ou mensagem final do que qualquer outra coisa. Balançou a cabeça negativamente. “Controle mental” foi uma das palavras citadas por ele. Teria sido ele controlado? De qualquer jeito, lembra-se também dele ter dito “esgoto”. Então ele foi morto por Hoshi lá. Mas por que Hoshi teria feito isso? O garoto parecia ter boa índole. Não agiria por conta própria.

Pensou em seguir para os esgotos, mas se um dos companheiros estava morto, e outro seria o assassino, talvez fosse perda de tempo. Só teria mais um embate com Hoshi. Tentando acordar Helena, achou melhor investigar as mortes. Foi quando notou que a planta estava intacta, mesmo com todo o lugar destruído. Rapidamente, envolveu o vaso de planta em uma bolha telecinética. O que quer ela fosse, levaria para ter amostras.

—— Helena... acorda..! O que aconteceu aqui?
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   30.10.14 8:23



Morte. Será que é isto a morte? Sentia o corpo estranho e de longe ouvi uma voz e então devagar abri os olhos e me assustei.


Levantei a cabeça de uma vez e isto me causou uma tonteira bem incomoda. Me afastei de Satânico, estava com medo dele. Olhei ao redor e sacudi a cabeça algumas vezes. Na sequencia ouço as palavras da Força Tarefa e então olho para Satânico, estendo a mão e peço auxilio para ficar de pé. Respiro fundo então falo com certa dificuldade.

— Você não se lembra do que aconteceu? Eu tive certeza que você ia me matar. Não se lembra do notebook ligar sozinho? Este estrago foi você quem fez. Você usou o seu poder e sinceramente acho um milagre eu estar viva

Passei a mão pelo pescoço, estava bem dolorido e olhei ao redor, será que conseguiria beber água? Enquanto olhava ao redor meu olhar se recaiu na panta então encarei Satânico de novo.

— Esta coisa me atacou e dela saiu uma flor e acredito que esta flor te causou alguma alucinação, parecia uma orquídea negra. Seu equipamento de investigação esta com você? Poderíamos usar para achar vestígios da flor. Você fez bem em isolar esta coisa, sabia que não achei digitais no vaso? Como isto é possível?

Suspirei, minha garganta doía demais. Pensei um pouco e lembrei das palavras da Força Palavra. Corazon estava morto e foi morto pelo garoto de cabelo azul. Aproximei de Satânico, bem próximo mesmo, eu estava muito tonta.

— Se quer saber, acredito que devíamos ir até o cara que descobriu este cogumelo. Esta coisa quis me matar e te envenenou. Se tem um lugar que teremos respostas é lá, mas preciso de água com urgência. Será que o elevador ainda funciona?



Eu estava fraca e com muita sede, minha garganta doía. O apartamento estava destruído e agora nem equipamentos eu tinha. Não sabia exatamente o que fazer, mas tinha certeza que aquele vaso de cogumelo tinha tudo a ver com aquelas mortes e homicídios.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   01.11.14 17:17


A apatia que dava personalidade a Chaos foi substituída, em algumas horas, pelas notícias de suicídios e homicídios inexplicáveis. Alguns moradores mantinham-se seguros em suas casas, outros tentavam deixar a cidade usando o teleporte, mas no geral a apatia ainda era reinante. Os notícias revelavam detalhes bizarros e desnecessários das mortes. Para alguns aquilo era muito interessante, mas a maioria agia de forma como era esperada, sem nenhuma empolgação. A Força Tarefa preocupou-se bastante após um dos convocados, um civil sem histórico de destaque, ter matado um dos convocados que tinha bagagem investigativa. O marco zero foi praticamente destruído, mas os motivos foram relevantes. A comandante andava de um lado para o outro, precisavam de alguém treinado ou pelo menos com um senso melhor de comando, para substituir o civil irresponsável. Não sabiam, ainda, o que havia motivado a ação deste, mas de toda forma o rapaz se mostrou incompatível para agir, certas situações exigem que a mente seja forte. A comandante decidiu isolar a cidade de Chaos, mandou um pedido ao tutelador do lugar, mas este recusou acatar o pedido.

— Comandante, não irei impedir a saída dos moradores que optarem por isto. Vivemos tempos de paz.

A mulher posicionou-se de forma ereta e encarou o tutelador de forma quase agressiva.

— Senhor, paz? As pessoas estão morrendo, onde o senhor enxerga paz?

O tutelador encarou-a por breves instantes e então falou, de forma definitiva.

— Não irei impedir que as pessoas saiam da cidade, assunto encerrado.

A comandante cumprimenta o mesmo. Vira as costas saindo do lugar.

Satânico envolve o vaso de cogumelo com sua energia e vai cuidar de Helena. No apartamento as pistas foram todas perdidas. Helena se recupera rápido e sugere que sigam para o museu botânico. Ambos decidem seguir para fora do prédio, mas não deixam de reparar a marca do corpo do soldado que aparentemente se matou. O vaso de cogumelo flutuava ao lado de Satânico. O elevador ainda funciona e ao chegarem no térreo Helena é auxiliada por outros integrantes da Força Tarefa. A garota recebe água e uma mulher aproxima-se deles.

— Me chamam Florência. A situação esta completamente fora de controle e minha comandante está tentando impedir que os tele portes levem este mal para outras realidades. Até agora não tivemos sucesso. O que decidiram fazer?


Satânico e Helena explicam que decidiram falar com o descobridor do cogumelo. Helena explica o que viu e Satânico também se explica, fazendo com que Florência esclareça todas as dúvidas da comandante. Enquanto conversavam, uma notícia chega da comandante e não era notícia boa.

— Mais homicídios. Sigam com o plano de vocês, vou avisar a Philemon que estarão chegando em minutos.


Assim Helena segue de moto e Satânico segue o mesmo caminho pelo ar, levando consigo o cogumelo. Satânico não percebia, mas uma nova flor se formava no vaso de cogumelo. Após alguns minutos Helena e Satânico chegam até o museu onde reside Philemon, o cientista que descobriu o cogumelo.




O lugar lembrava uma floresta e destoava de todaa cidade. Ao redor muito entulho, água. O cheiro não era dos melhores. O lugar estava silencioso. Havia algumas luzes apagadas, mas não estava tudo completamente escuro. A porta estava aberta. Satânico e Helena adentraram o lugar, pois Florência já havia avisado ao doutor que os dois iriam lá. O silêncio incomodava, mas seguiram em frente. De repente os dois escutam um pedido de socorro. Ao correrem por um vasto corredor se deparam com uma cena bizarra!





Com o susto, Satânico deixa o vaso cair, porém o mesmo ao bater no chão, não quebra. A belíssima flor se move. Ela começa a se alterar para novamente envenenar o mutante, mas desta vez Helena não está sendo atacada. O doutor estava prestes a virar comida, pois a coisa que o atacava expos uma espécie de língua bifurcada que demostrava real intenção de ataca-lo. A flor estava pronta, para novamente, envenenar Satânico, o que fariam?

A comandante tinha dois problemas para resolver, mas por sorte um deles já estava se encaminhando para ser resolvido. Buscando em seus registros ela encontrou um afiliado que talvez seria bem útil. Abriu as informações da mulher e coçou o queixo pensativa. Após uma análise profunda decidiu entrar em contato com Ashley Kane. Assim que a pessoa respondeu do outro lado, a comandante foi direta.

— Desejo que esteja bem senhorita Kane. Vasculhando meus registros de voluntários encontrei o nome da senhorita. Falo da cidade de Chaos, a senhorita se lembra? Estamos passando por momentos difíceis e precisamos de ajuda. Talvez onde esteja já saiba o que esta acontecendo. Preciso que se apresente o mais rápido possível em Chaos. Sabemos de suas fraquezas e por isto mesmo estamos lhe enviando para um local onde a claridade não irá lhe afetar.


Ashley Kane se dirige para a cidade. Lá chegando é interceptada por Florência que lhe coloca a par da situação. Florência explica que dois agentes se dirigiram para os esgotos. Explica que um deles está morto e que o outro, possivelmente, teve o mesmo destino. Uma mochila com equipamentos variados de investigação é passada para a mulher. Florência lhe explica que a localização dos dois agentes abatidos está exposta no comunicador. São as luzes que piscam em vermelho. Explica também que os outros dois são outros agentes que estão no museu da cidade. Após toda explicação Florência se retira, indo até os outros dois lugares dos homicídios.

Esgotos [..]

Hoshi só comprou sua exagerada confiabilidade em sua técnica de luta, seria Hoshi um imortal? Descobriríamos que não! Mesmo envenenado o garoto correu na direção de Arleia. A aranha manteve-se parada, já sabia das habilidades de Hoshi, mas Hoshi conhecia suas habilidades? Quando achou que a distância estava favorável um som foi ouvido.




A velocidade de Hoshi contribuiu para que o golpe fosse mais violento. Uma das armas de Arleia era uma espécie de arpão muito afiado e fatal. A lâmina lambeu o rosto do garoto e aprofundou-se em seu crânio. Hoshi caiu na hora e uma poça de sangue rodeou a cabeça do garoto.

Antes[..]

Corazon, ao contrário do que se esperava não assustou-se ao deparar-se com Aradina. Porém não havia tempo para que conhecesse a aranha melhor, pois ele precisava passar para frente tudo  que sabia. As perguntas feitas por Corazon foram respondidas.

— Chamo-me Aradina e era minha obrigação salvá-lo, pois sei que preciso de você para recuperar a tranquilidade do meu lar. As flores só são perigosas se você se aproximar delas. O pólen é o perigo.

Corazon decide atacar Arleia e é beneficiado pela distração que a morte de Hoshi proporcionou, porém nem tudo são flores. Arleia sente a proximidade da cauda de Corazon e neste instante Aradina ataca airmã com bolas de teia. A bola acerta acabeça da aranha em cheio e então Arleia recobre o sentido e recua. Aradina grita para Corazon.

— Pegue o comunicador e saia daqui, agora!

Corazon não entende o desespero na voz da mulher, mas sua dúvida seria esclarecida em segundos. Um grito gultural eclode dos esgotos. Aradina e Arleia correm o máximo que podem, não levam Corazon. O agente olha na direção do urro e depara-se com a criatura mais esdruxula que já havia visto na vida. Ele era grande, forte, irracional e estava pelado.  




Urrava alto e parecia ver coisas que não existiam. Seu tacape acertava as paredes de lugar e onde acertavam enormes buracos eram abertos. Corazon estava sozinho e quando olhou na direção de Hoshi seu estomago embrulhou. Uma espécie de gato comia o garoto. O olhar do bicho era medonho.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   01.11.14 17:26


Olá! Espero que estejam bem. Desculpem a atualização enorme,mas não tinha como encaixar tudo sem explicar direito. Dou as boas vindas a Ashley e desejo que se divirta. Qualquer dúvida basta expor no chat.

Divirtam-se e até semana que vem!

Prazo para os jogadores: 08/11/2014

Prazo para o narrador: 09/11/2014
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   02.11.14 9:34

Ashley estava ainda em seu refugio da luz solar, um pequeno apartamento em uma das várias cidades como Chaos. Dentro do lugar não havia uma luz acesa, as janelas estavam isoladas por cortinas de ferro que não deixavam nenhum feixe luz entrar.
Estava sentada em sua poltrona assistindo os noticiários pela TV que não paravam de mostrar os vários assassinatos e suicídios que ocorriam na cidade vizinha. Aquilo apesar de ser uma má noticia para o seu mundo secreto e o da sua raça, lhe intrigava.
No sofá ao seu lado, adormecida estava uma garota jovem de cabelos negros e cumpridos, bagunçados pela forma como dormia, Alex era sua Blood Doll, muitos vampiros gostavam de ter ao menos 1 humano por perto, eram uma garantia de sangue e podiam servir a outras atividades também, como vigiar sua morada durante o dia, e para marcar o clã ao qual a garota pertencia uma tatuagem de uma coroa estava no seu pescoço do lado esquerdo.



Quando Ashley pensava sobre contatar alguém do Sabá daquela cidade ouviu um barulho vindo de seu armário, um som nostálgico e que a anos não ouvia. Caminhando até o mesmo viu em seu velho casaco o visor brilhando enquanto tocava e com um fino sorriso atendeu. Não teve tempo de dizer nada e apenas ouviu com atenção o que a comandante lhe dizia e seu sorriso se abria ainda mais, além de diversão aquilo era uma oportunidade. Re-fazer um contato em Chaos após tanto tempo não parecia ruim, e de imediato aceitou.

-Olá...Ah sim, entendo. Estarei aguardando o veículo, mas se lembre...Meus serviços também serão cobrados um dia.

De fato, o mundo de sua raça vivia de uma troca de favores infinita e prestar uma ajuda em uma situação tão desesperadora quanto a que eles estavam passando realmente seria algo bom para se cobrar depois.
Assim que desligou o comunicador trocou de roupa. Vestida toda de preto, para quem visse seria uma sombra viva, pouco mais de que seu rosto ficava amostra usava luvas de couro grosso e até mesmo um óculos escuros, pois sair no fim da tarde ainda seria ruim para sua visão. Guardou sua Desert Eagle na parte de trás da calça escondido pela blusa, bem como algumas munições extras, e foi até a garota adormecida a acordando com um pequeno beijo no rosto, tinha um carinho especial por aquela "criança" talvez em alguns anos cumpriria sua promessa de dar-lhe o "abraço" mas agora ainda era cedo.
Quando esta acordou sonolenta recebeu toda a explicação de Ashley.

-Estarei fora por algum tempo, cuide do lugar e não quero outros entrando em minha casa sem eu saber. Sabe onde pode pegar dinheiro para comprar comida e se tiver algum problema vá ao concelho.


Alex, de poucas palavras meneava o rosto em um sinal de entendido e fechava os olhos, já sabendo o que aconteceria em seguida.
Ashley a envolveu pelos braços e lhe mordeu a jugular perfurando sua pele e carne com suas presas fazendo o sangue quente verter da ferida, e em um prazer indescritível sorveu o alimento que lhe daria forças para aquela missão. Alex enquanto servia de alimento sentia também um mesmo prazer porém de impacto menor, seu rosto exibia uma face de felicidade e vício naquela sensação, talvez? Levemente mais pálida foi deixada no sofá por Ashley que lhe fez um curativo rápido na ferida. Ainda sentindo o gosto quente na boca seu corpo ia acordando e recobrando as energias para uma nova noite e esta parecia bem agitada.




Quando chegou na cidade já estava anoitecendo e recebeu de Florência as ultimas notícias e novos equipamentos para se atualizar dos acontecimentos.
Pensava se os dois que foram para o museu precisariam de ajuda, ou se seria mais interessante descobrir o que abateu os outros dois agentes, por fim decidiu seguir aos esgotos. Analisando os cadáveres poderia ter uma ideia melhor do que estaria enfrentando, e os outros dois estavam se virando bem até o presente momento.
Antes de descer até o local indicado pelo comunicador acionou a ligação para os outro 4 comunicadores e se apresentou:

-Boa noite "crianças", meu nome é Ashley, estou aqui para auxilia-los daqui em diante. Estou seguindo para os esgotos descobrir o que houve com os companheiros de vocês. Os 2 que estão no museu, informem qualquer anormalidade ou criaturas exóticas, não podemos deixar os outros sem rumo. Caso precisem de ajuda ai me comuniquem.

Quando terminou a noite reinava. Saia do lugar com um pequeno salto e enchia o peito com o ar noturno que para aqueles como ela traziam um perfume doce sem igual. Forçando os músculos de suas pernas a energia que as trevas lhe deram fluíam e a mesma correu mais rápido do que qualquer humano comum conseguiria com uma facilidade que nenhuma jamais teria. Suas roupas negras ajudavam-na a se misturar a sua mãe noite e apenas seus cabelos ruivos se destacavam enquanto corria. Chegando próxima ao local onde os dois falecidos estavam ela arrancava uma tampa de boeiro e saltava para dentro, para então voltar a correr.
A primeira coisa que viu foi o "gato" devorando o garoto e aquilo apenas lhe fez suspirar. Desacelerando ela viu então a criatura gigantesca e logo viu Corazon, que não parecia nada morto pelo jeito. Chamando agora apenas ele no comunicador dizia com calma.

-Achei que estivessem os dois mortos, me enganei. Quem é essa coisa? Amigo seu? Haha...Bom, se não está morto então fica mais fácil...Se importa de darmos o fora daqui para poder me explicar o que aconteceu com seu colega? Aproveite agora para fugir, eu irei logo depois..

Para não deixar que a criatura seguisse ainda em direção do novo companheiro que estava encurralado sacou sua arma e fez três disparos contra a cabeça da criatura. Se mata-se melhor, caso não, ao menos teria a atenção para dar a chance do outro fugir. Quanto a ela, a criatura parecia forte mas muito lerda para atingi-la ou alcança-la quando usasse sua potência e daria cabo dela rápido a deixando para trás. Olhava fixamente para a criatura, preparando-se para se esquivar de um possível golpe.

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   06.11.14 1:35

Ainda nos cacos do apartamento, com a planta envolvida por sua energia telecinética, percebeu a aproximação de Helena e que a mesma parecia poder cair a qualquer momento. A segurou nos braços para impedir uma possível queda. A menina não estava bem, lógico; não cabendo qualquer tipo de pergunta sobre seu estado novamente. Satânico sentia-se culpado. Pelo que a líder falou, tudo teria sido culpa dele. Mas não tinha tempo; tinham que impedir que mais mortes acontecessem.

Dessa forma, foi apoiando a companheira no ombro até o elevador. Ambos decidiram que seria melhor saírem dali, afinal, não havia nada naquele lugar que fosse relevante mais. Dirigiram-se ao elevador e desceram até o térreo. Lá, havia já alguns carros e ambulâncias. O aparato necessário. Os outros agentes pareciam tentar afastar Helena de Julian, presumindo que ele aparentava algum perigo.

—— Ei, qual é! Eu não tive culpa, eu só...

Antes de terminar de falar, Florência se aproxima deles e se pronuncia. Escutava Helena, que podia oferecer mais detalhes do que o próprio causador dos danos. Julian ficou de braços cruzados e de cabeça baixa, até receber as novas ordens. Helena era indicada até a moto, enquanto foi recomendado que ele a acompanhasse pelo ar, para o caso de eventuais novos ataques de mortos-vivos. Pediram para que ele deixasse o vaso, mas Satânico insistiu em levar consigo. Relatou que a planta, apesar de toda a destruição, tinha ficado intacta. Era, ao menos, muito perigosa para guardas que não tivesse suas capacidades cuidassem dela.

(...)

Não demorou para que a dupla chegasse ao destino. Ao entrarem no museu, podiam perceber que havia centenas de plantas no local, incluindo trepadeiras presas às paredes. Foi caminhando ao lado da moça, até que ouviram o pedido de socorro. Dirigiram-se ao local, e vislumbraram a cena bizarra de uma planta gigante tentando fazer o seu criador, o doutor Philemon de alimento. No susto, Satânico distraiu-se e deixou a planta cair. No mesmo momento, as palavras de Helena soaram em sua mente: “Esta coisa quis me matar e te envenenou.”

—— Não dessa vez!

Assim que percebeu a movimentação da planta, criou uma bolha energética em torno da própria cabeça e de Helena. Falou pelo comunicador:

—— Dá pra manter uma hora e meia o ar dentro dessas bolhas. Acredite, eu já fiz testes. Agora, vamos salvar o Dr e nos mandar desse lugar! Ele pode ter boas explicações pra gente.

Não demorou para alçar voo e parar frente à planta gigante, entre ela e o doutor. Em seus braços, que já estavam energizados com sua telecinese, foram criadas duas lâminas energéticas verdes de tamanho considerável. E, movimentando os membros superiores na direção da planta, em forma de ataque, tinha como intenção cortá-la, e assim, livrá-los do mal.

—— Parece que algo saiu do controle, hein, meu bom doutor?!
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   06.11.14 22:36


Apoiando-me em Satânico consigo sair do prédio. Ver a marca deixada pelo corpo do soldado que se matou foi uma cena chocante para mim. Os soldados e paramédicos estavam assustados e tentaram afastar Satânico. Olhei para eles e movi a mão em sinal de paz.

— Não tenham receio, o rapaz estava tendo alucinações. Ele não me fará mal.

Recebo a água e a sorvo com vontade. Meu pescoço ainda estava dolorido. Aproximei-me do retrovisor e olhei as marcas, nada bonito. Uma tal Florência vem até nos explicar um bocado de coisa, quando ela diz que a situação está fora de controle dou uma breve franzida no canto da boca.

— Tantos anos sem nada, acredito que seja a hora do caos reinar em Chaos.

Após receber notícias nada boas, Florência nos da carta branca para seguir para o tal museu. Vou de moto e Satânico vai pelo ar. Não demora muito pra chegar.


O lugar não é nada bonito e o cheiro bem desagradável. Estaciono a moto e aguardo a proximidade de Satânico. O rapaz estava bem sério. Olho a porta aberta e falo com Satânico.

— Eficiente a moça, vamos?

Acompanhada de Satânico adentro o lugar e olho curiosa às várias espécies de plantas ali. Nunca tinha visto nada parecido com aquilo. O cheiro seria de adubo? De repente sou removida de minha observação por um pedido de socorro. Não penso duas vezes e sigo com Satânico. No final de um corredor nos deparamos com algo bizarro, muito bizarro. Satânico deixa o cogumelo cair, mas a cosia não quebra, nem se abala.

Olho para o vaso, para a planta e para o doutor. Aquela flor estava lá novamente, mas antes que eu pudesse avisar a Satânico, o rapaz age e coloca algo em torno da minha cabeça. Olho para ele assustada, mas ele me garante que não me faltará oxigênio. Faço um ok com a mão concordando com a sugestão dele. Ele ataca a planta, flor ou seja lá oque era aquilo. Eu, por minha vez, pego a hambo e a uso para impulsionar meu corpo na direção do doutor. A ideia era tirá-lo da linha de ataque da flor estranha. Seria uma planta carnívora evoluída? Se conseguisse tirar o doutor do lugar, seguiria a ideia de Satânico e daria o fora dali, o mais rápido possível.
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Corazon

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   06.11.14 23:52

A situação parecia estar se tornando cada vez mais drástica dada aos acontecimentos recentes que se sucederam.  Corazon havia entrado em torpor graças ao seu parceiro de equipe, acabando por ser salvo por um dos habitantes que outrora havia lhe sido alertado, assim como a Hoshi Daisuke a ter cautela naquela situação, naquelas dependências. Por infelicidade talvez, assim que Corazon fora salvo pelas habilidades inegáveis de Aradina, sua irmã havia sido afetada drásticamente pelo mal que assolava aquele lugar, se perfazendo com que Corazon ensejasse retribuir o favor, salvando a irmã daquela que o havia salvado, a idéia inicial do Ghoul era básica, imobilizá-la e de alguma forma, aguardar o efeito nocivo daquela estranha flor cessar, porém, caso ao contrário, a alternativa vigente era clara, a de adormecê-la, de uma forma que nem um pouco agradava a Corazon.  O franco atirador havia escutado atentamente as palavras que Aradina havia lhe dito, de fato, era algo que ele próprio precisava alertar seus companheiros e claramente, sua última mensagem em transmissão era algo como uma despedida, afinal, ele próprio não teria certeza se sobreviveria, muito pelo contrário, acreditara que iria morrer.


O Ghoul, habilmente havia utilizado-se de sua Kagune para direcionar-se a Arleia, entretanto, de alguma forma, algo a mais preocupava o franco-atirador, seu parceiro que momentos atrás o havia nocauteado fatalmente, porém, o empecilho naquele momento era resguardar a vida de Arleia, ao menos, naquela situação. Seu companheiro parecia ter sido injuriado drásticamente e mesmo sob forte entorpecente, o garoto havia lançado-se inutilmente contra uma oponente daquele calibre. " Insanidade....hehe", pensou Corazon antes de notar, abruptamente, acabando por sanar a suspeita de Corazon inicialmente em acreditar, que, o que ela portava ao qual parecia ser um resguarde de lâmina, de fato, era uma espécie de sabre retrátil, se perfazendo com que o carniceiro esboçasse um cínico sorriso que logo fora cessado pelo abrupto choque da lâmina com o corpo de seu companheiro, atravessando-o fatalmente em sua cabeça. - Droga.....ele se foi.


Corazon, de alguma forma, havia notado que Arleia havia de alguma forma notado sua presença, porém, sua irmã fora mais eficaz em auxiliá-lo, utilizando-se de sua condição para interferir nos movimentos de sua irmã, ao qual pareceu recobrar a consciência claramente se perfazendo com que Corazon recolhesse imediatamente sua cauda, encurtando-a para cerca de 4 metros de cumprimento, repousando-a ao lado de seu corpo, ao qual se perfez com que algo estranho acontecesse, Aradina pareceu alertá-lo desesperadoramente sobre sair dali. - Sair daqui, porquê?


Corazon não entendeu, inicialmente o que queria dizer, entretanto, antes que pudesse acatar o que sua salvadora havia lhe dito, notou as duas passarem pelo homem em uma velocidade abrupta, desaparecendo em meio as sombras daquele lugar enojante, se perfazendo então com que Corazon virasse sua fronte para a outra direção, afinal, não precisava ser nenhum gênio para notar que ambas pareciam estar fugindo de alguma coisa ou alguém. - MAS QUE MERDA É ESSA??!!!


Vociferou Corazon, porém, não permaneceu inerte, visou avançar, a idéia de Corazon era simples, utilizaria-se de sua nova condição inumana que lhe fora conferida por sua salvadora para alcançar inicialmente sua arma, ao qual Corazon rezava para que a mesma não estivesse muito longe de onde ele estava e posteriormente, seu comunicador, ele precisava se refazer imediatamente e perante uma criatura daquele porte, daquele calibre, quiça Corazon derrubá-lo fácilmente.


- DROGA! COMO VOU ENFRENTAR UMA COISA DESSAS?!.....brincadeirinha... Caso Corazon conseguisse recuperar seus pertences, recuaria um certo número de passos para tentar cogitar no que fazer, entretanto, caso não conseguisse alcançar seus objetos naquele momento, utilizaria de suas faculdades para recuar o máximo que pudesse. Estranhamente, olhara de soslaio para o corpo de seu companheiro abatido, não havia o que fazer, entretanto, apesar de estar acostumado a avistar as coisas mais grotescas possiveis, de alguma forma, seu estômago revirou ao ver seu companheiro de equipe ser devorado por uma criatura igualmente bizarra, seria de fato aqueles esgoto o circo dos horrores de Chaos?


Caso tivesse obtido êxito em recuperar seu comunicador, responderia a voz que havia ecoado pelo mesmo, entretanto, caso não o tivesse, simplesmente esboçaria um breve sorriso com os comentários provindos do aparelhato.


[ Corazon ]- AHAHAHAHAHHAHAH, não é meu amigo não, mas parece ser um "pequenino" penetra nesta festa. E sim, estou vivo, o outro que está morto, simplesmente. Vamos acabar com esse cara!


Caso, Corazon não tivesse recuperado seu comunicador, meramente escutaria os três disparos efetuados pela garota, começando a rir  drásticamente enquanto sua cauda parecia dançar atrás de si, como se novamente mirasse em um ponto para atingir a criatura, ao qual parecia golpear as paredes daquele lugar fervorosamente, seria de fato um inimigo em potencial afetado da mesma forma que Arleia? Caso, tivesse recuperado sua arma, não precisaria muita concentração para mirar em um oponente daquele tamanho e logo, o Ghoul efetuaria meramente 2 disparos de sua sniper .50, ao qual, caso acertasse seu oponente, abriria 2 enormes buracos no corpo da criatura,  Corazon havia utilizado-se de uma "base" de tiro, visando acertar um dos braços da criatura, ao qual certamente estraçalharia-o e outro na região do peito, que certamente atravessaria seu peito brutalmente. - Vamos ver se você é bom mesmo..hihihi...


Em outra situação, não recuperando seus equipamentos, Corazon agiria de forma contrária a utilização de sua arma, após os disparos efetuados pelo que viria ser a sua nova parceira, era o momento dele agir. Corazon, inclinando-se brevemente, direcionaria-se de maneira rápida em direção ao grandalhão, se obtivesse êxito, movimentaria sua cauda de maneira que a mesma se estendesse conforme o Ghoul correria em direção a criatura, tomando extremo cuidado para não ser atingido por seu enorme tacape, caso conseguisse, imediatamente o franco atirador tentaria esgueirar-se por debaixo das pernas do corpanzil da criatura, enquanto utilizaria sua cauda para envolvê-lo pouco antes de visar passar por debaixo das pernas da criatura, visando alçá-la em diagonal pelo corpo da criatura, com alguma sorte, Corazon visaria encravar os espinhos nas protuberâncias de sua cauda para aparar seu deslize, encravando-a no corpo do homem e então, repuxando sua cauda violentamente, visando causar um corte violento no corpo da criatura, afinal, os " dentes" provenientes de sua cauda deveriam ser suficientes para causar um grande corte na criatura.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   09.11.14 18:48

A comunicação de Ashley para com Satânico e Helena não foi estabelecida, o motivo foi a interferência causada pelos vários teleportes que estavam sendo executados na cidade. As salas atemporais nunca tiveram uma atividade tão intensa. Os controladores destas salas, mesmo tão apáticos, comunicaram a anormalidade ao tutelador.

Mais tarde [...]

— Boa noite general, como tem passado?

A mulher do outro lado responde, com excessiva formalidade, a pergunta.

— Muito bem, senhor!

Do outro lado o homem explica, com certeza relutância, que acatou o pedido de proibir os teleportes, pelo menos até saberem exatamente com o que estão lidando. A general despede-se e passa o comunicado a todos os integrantes da força tarefa. Chaos estava de quarentena até segunda ordem.

Esgotos [...]

Corazon havia presenciado a cena de morte de Hoshi Daisuke, o irresponsável civil que entregou-se a morte. O gato da mentira rapidamente devorou Hoshi, nem mesmo seus ossos foram poupados, mas esta ação deu a Corazon e Aradina tempo para agirem de forma eficaz. Uma vez de posse de sua arma e do comunicador, Corazon recebe a pergunta bastante irônica de Ashley. A mulher chegou agindo de forma direta e talvez bastante agressiva, mas as coisas não sairiam, exatamente, como ela planejou. Os tiros disparados não acertaram o alvo. A enorme criatura não queria, exatamente atacar os dois, nem ninguém. Ela estava atordoada. Seu corpanzil quase atingia o teto dos esgotos, que era bem alto. As balas de Ashley não atingiram a criatura porque a mesma abaixou na hora que ouviu os disparos. Ela era lenta, forte, mas tinha uma audição muito boa.  As balas da garota fizeram três buracos na parede e a criatura virou o corpanzil na direção de Ashley. Neste ponto a mulher pode observar que a criatura possuía três olhos. O que estava no centro da testa olhou com intensidade para Ashley e os outros dois estavam anuviados. Arleia e Aradina aproveitando-se que a criatura virou,  aproximaram-se de Corazon. Sua algoz de antes pediu desculpas e explicou que era melhor saírem dali o quanto antes, não achariam respostas para aquela confusão nos esgotos. E que existiam criaturas ali que talvez não quisessem colaborar como sua irmã o fez.


Aradina aproximou-se mais uma vez de Corazon e lhe entregou um casulo muito bem embrulhado.

— Peguei uma flor para você, leve até seus superiores. Quero minha paz de volta.

A aranha indicou o caminho para Corazon. Estava nas mãos do homem decidir se acreditava ou não na aranha.  A criatura ainda olhava profundamente para Ashley e então a mulher sentiu algo tocar sua mente.

Uma voz débil e aflita.

—Não sou um monstro, não me mate. Saia daqui, existem muitos perigos ocultos.

Enquanto ouvia a voz o gigante foi diminuindo de tamanho até chegar ao tamanho de um homem normal. Era muito magro, quase cadavérico. A pele era escura e o olho que antes estava no centro de sua testa agora estava depositado na palma de sua mão. Ele ficou de pé, e diferente de antes estava vestido. Olhou para Ashley e falou, sem contato mental.

— Obrigado por não me matar, mesmo que tenha tentado. Tenho uma dívida eterna com você.

A criatura caminhou lentamente e mergulhou nas águas fétidas do esgoto. Neste intervalo a comandante/general da força tarefa comunica-se diretamente com Ashley.

— Nossa comunicação esta falhando, mas em breve tudo será normalizado.

Corazon recebe a mesma comunicação. Podia dialogar com a comandante, ela o ouviria. A mulher continuou a falar.

— O tutelador de Chaos acatou a quarentena da cidade, estamos começando a fechar os portais de tele porte. Você tem alguma novidade para mim?

Antes que Ashley pudesse responder um enorme tentáculo emerge das águas fétidas do esgoto e se enrola em seu pescoço.


Não houve tempo de reação. O tentáculo puxa Ashley para o fundo e aperta com muita força seu pescoço. Após alguns minutos emerge novamente e Ashley se vê numa câmara lotada de orquídeas negras. O seu comunicador ficou para trás. A criatura que a trouxe submerge silenciosa.


Devagar as flores se movem e um brilho verde fluorescente acende seus estames. A flor negra ganha um aspecto maravilhoso e mortal, caso Ashley fosse mortal. Uma flor central, de interior amarelado, destacou-se e desta surgiu um cipó. O cipó bifurcou-se. Da ponta destes surgiu uma ponta fina amarronzada. As pontas moveram-se rápido. Um encravou-se no pescoço de Ashley. A ponta perfurou a pele da mulher e alcançou sua aorta. A outra ponta enfiou-se no peito da mulher, alcançando seu coração. Ashley não teve tempo de agir, pois tudo aconteceu em fração de segundos. Um piscar de olhos e a mulher se viu mergulhada num pesadelo particular. Corazon não viu Ashley ser levada pelo tentáculo, mas pode notar que Arleia percebeu algo e ficou incomodada. A escolha era do homem. Levar a amostra e ajudar a começarem a entender o que estava acontecendo ou ir atrás de Ashley com a ajuda de Arleia e Aradina.

Museu [...]

Satânico e Helena tiveram contato direto, com uma das espécie já em fase adulta. A estratégia do rapaz é bem eficaz, ao menos os livraria do pólen tóxico da orquídea. Porém, nem tudo seria tão fácil. Os ataques de Satânico surtem efeito num primeiro momento. Ao cortar o ramo que ia na direção do doutor, o rapaz sente o urro medonho que esta solta. Helena consegue tirar o doutor da reta da flor, mas ao que parece Satânico esqueceu-se do próprio doutor. Uma flor, surgida de um cipó atrás de Helena soltou uma baforada forte de pólen na direção de ambos. O homem, que havia rolado e parado rente a um suporte que sustentava um aquário, quadrado cheio de terra. O homem ficou de pé e olhou pra Helena, seu olhar estava diferente e a garota já sabia o que estava acontecendo. Sem aviso o homem pegou o aquário e enviou na direção da garota. Por outro lado, Satânico não estava em melhor situação. A energia que ele usou para destruir a planta acabou por lhe fortalecer.

O rapaz pode ver a mutação ali em sua frente. Um cipó enrolou-se em uma das pernas do rapaz e o puxou para mais perto de si. Uma outra flor surgiu de dentro da boca da criatura. A coloração de seu estame era laranja fluorescente. A flor se moveu na direção do rapaz. O que Satânico faria?  Helena estava impossibilitada de ajudar, pois o homem a ataca com ferocidade. O local onde estavam era cheio de plantas protegidas por recipientes de vidro. Havia acessórios de jardinagem bem como sacos de terra e adubo. Havia também gaiolas de metal de tamanhos variados. Material de estudo químico e uma parede coberta por telas que mostravam pontos variados da cidade de Chaos.


Última edição por Neena em 09.11.14 21:26, editado 3 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   09.11.14 18:55

Olá! Espero que estejam bem. Desculpem a atualização enorme,de novo! Qualquer cosia que não entenderem é só expor no chat. A quest esta nas mãos de vocês agora. Satânico e Helena podem pedir ajuda através do comunicador. Não perderam ele.

Divirtam-se e até semana que vem!

Prazo para os jogadores: 15/11/2014

Prazo para o narrador: 16/11/2014
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   11.11.14 22:36


Minha manobra acaba dando certo. Saltei e com isto afastei o doutor da reta do cipó que por pouco não o pegou. Fico imaginando o que a flor faria com o doutor? Será que ela o comeria? No desajeitado da salvação, acabei jogando o homem forte na direção de um minhocário. Olhei na direção dele já ficando de pé, porém percebi algo diferente, algo parecido com o que havia acometido Satânico. Olhei acima da cabeça do doutor e vi a maldita flor negra, que droga!

O homem lança o minhocário em minha direção, deu tempo de desviar. Ouço o barulho do aquário se espatifando na parede. Puxei da memória o que havia tirado Satânico do transe, mas não me lembrei, afinal eu desmaiei. Olhei ao redor, as opções e nada ali me parecia realmente útil, mas algo me intrigou, porque o museu tinha telões mostrando pontos variados da cidade? Eu não tinha muito tempo e então usei o golpe mais baixo que conhecia. Tirei a hambo e aproximei-me do violento homem, abaixei meu corpo e tentei passar uma rasteira nele. Caso funcionasse ajudaria Satânico. A ideia era simples. Aproximaria da plantas e usaria a lâmina da hambo contra o “cabo” da flor assassina. Eu poderia ter sorte e conseguir fazer com que ela soltasse Satânico.
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   14.11.14 22:56

Ouvir a voz daquela criatura que antes era grotesca em sua cabeça a deixou intrigada. Fora algo totalmente surpreendente.
Porém não houve tempo para pensar muito sobre o assunto e logo que estava para se comunicar com o parceiro de trabalho submergiu daquelas águas um tentáculo que lhe envolveu a cintura antes que pudesse tentar desviar e foi tragada para abaixo da superfície para só ser solta então alguns segundos depois. Ficando de pé em um salto, agora totalmente encharcada olhava ao redor notando que estava em uma outra câmara dos esgotos. Com um novo salto se afastou das águas esperando um novo ataque da criatura, mas se aproximou mais das flores que lhe chamaram a atenção pela coloração diferente da que haviam informado no breve relatório que recebeu.
Tateando os bolsos procurando pelo comunicador, esforço inútil descobrindo que havia perdido ele provavelmente quando foi arrastada pela criatura e nesse momento aconteceu o que nem ela esperava: das flores saíram duas vinhas que se moveram tão rápidas quanto ela, perfurando sua pele e carne injetando o veneno alucinógeno em meu corpo.

Dando alguns passos para trás cobrindo as pequenas porém profundas feridas ouviu um barulho de rachar estranho vindo de cima e quando ergueu o olhar para o teto dos esgotos, viu uma rachadura crescendo até que as pedras perderam todo o sustento e desabaram criando um buraco enorme de onde a luz do sol desceu raivosa a procura da criatura das trevas que sentiu a pele queimar a obrigando a correr para longe do buraco. Entrando ainda mais para os tuneis dos esgotos, ouviu um novo barulho mas este vinha de baixo...Era um murmúrio, um choramingo e quando notou de onde o som vinha se espantou mais ainda...Vinha de sua sombra!
Da negritude de sua sombra surgiu uma cópia de si mesma! Mas não era de total igualdade...A sombra tinha a pele acinzentada, os olhos eram de um negro puro, suas presas eram tão grandes que não cabiam em sua boca e nas mãos garras como as de um animal. A criatura ria enquanto olhava para ela.



-Você não vai durar...

-Cale-se! Criatura imunda!

-Vai sucumbir!...Como sua tutora antes! Vai ser uma de nós!- Murmurava em uma voz estridente de fina, entre grunhidos- A fome cresce! Cresce! Cresce! E ela não vai ser mais saciada só com sangue...Vai querer carne! As sombras vão cobrar seu preço!

-Cale-se! Eu já disse! - Falava dando passos para trás e exibindo as presas - Eu não sou fraca como ela! E não vou sucumbir a besta!

-Você vai! Como todos vão um dia!...Não adianta fugir, a luz te renega e nas trevas eu te espero...A besta é paciente criança. E ela vai lhe devorar aos poucos, saboreando cada resquício de humanidade que for sobrando, tirando de grão em grão sua sanidade até que não haja nada...Além da besta...

- Não...Não vai acontecer! Eu não sou fraca como ela foi! Eu não vou me deixar ser devorada como ela foi!

-Vai...Vai sim, e não vai demorar, o que está vendo é seu reflexo...Eu sou você em algumas noites com fome, e cada dia que ficar sem sangue eu me aproximo mais! A passos lentos e soturnos...- Dizia a criatura dando passos calmos em direção de si- E quando menos esperar...Eu chegarei...

- NÃO! - Ashley gritou cerrando os olhos e avançando contra sua sombra, mas de nada adiantou. Investiu contra o ar e se estatelou no chão. Quando se abriu os olhos estava tremendo e sentindo o corpo pulsar...Sentia algo estranho...Quando olhou suas mãos, lá estavam as garras. - Naah... - quando abriu a boca para tentar falar as presas estavam grandes de mais para deixa-la mover a mandíbula que não fosse para abocanhar alguma vítima...Desesperada levou a mão ao rosto e ele estava ainda mais frio que o de costume e aquilo a fez gritar novamente.
Com o ultimo grito, de sua boca surgiu a Escuridão Interior, trazendo de sua alma as trevas mais obscuras e transformando aquele túnel em que se encontrava em trevas completas, não se via nada ali a não ser o negro mais puro. Tudo que estivesse no alcance de 10m da escuridão seria queimado pelo frio explosivo que a escuridão provocava, qualquer criatura viva que entrasse naquele momento teria seu sangue sugado de seu corpo para fora. Aquilo não durou mais que 15 segundos, e a vampira caiu para trás lutando contra sua própria mente, aprisionada em seu pior pesadelo, se transformar na Besta que devorava todos os vampiros. O demônio que os acompanhava em sua alma, que lhes dava os maravilhosos dons, só que também lutava pelo corpo e mente do vampiro.

Vitae:
 
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Corazon

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   15.11.14 14:26

Corazon havia de fato, presenciado a morte de seu copanheiro de equipe, Hoshi Daisuke. Ainda que a aliança realizada entre ambos fosse temporária, na concepção do franco-atirador, realmente, contratarem civis para exercerem a função daqueles que se dedicaram, se não totalmente a profissão, ao rastreio e ao lidar com situações de extremo risco era um erro. O que os comandantes superiores estavam pensando ao chamarem civis para tratarem de assuntos que cabiam apenas aos profissionais? Ainda que a sistematização de investigação tivesse se tornado obsoleta e uma espécie de utopia tivesse sido instaurada em Chaos, eles ainda sabiam realizar suas tarefas, era como se equiparadamente os estudiosos andassem de bicicleta, era algo que nunca se esquecia, embora que, em dadas situações, cada caso tinha sua resolução diferente e fora isto que atraíra Corazon ao ingressar na força tarefa.


assim que fora convocado pela respectiva base vigente, Corazon havia atendido ao chamado prontamente, deslocando-se para o local que havia sido confeccionado o primeiro caso de homicídio naquela região, porém, outros dois pareciam acontecer em sequência, sendo imediatamente comunicado a todos os membros daquele pequeno grupo de investigadores formados, e então, a tragédia, civis sendo convocados aleatóriamente, sendo estes, que tivessem algum sistema de captação de sinais da força tarefa ou algo do gênero. De fato, ser dotado de super-poderes, ter habilidades que superam a capacidade humana já não era algo tão distante, quem diria impossível, visto que, quase todos os cidadãos de Chaos possuíam tais habilidades, ao qual não se perfazia mais em exclusividade.


Com a finalidade básica de ajudar o civil convocado, Hoshi Daisuke, Corazon deslocou-se juntamente com o enérgico garoto aos sistemas subterrâneos de Chaos, os esgotos, ao qual, mediante um soco desferido pelo próprio parceiro, os casos resolvidos pelo investigador Ghoul cessariam naquela missão, até que por fim, Corazon fora salvo por duas habitantes com alterações claras em sua genética, Aradina e Arleia. O franco-atirador gostaria em muito de retribuir o favor que lhe fora feito, ao qual, de alguma forma, Arleia parecia ter sido infectada por algum agente biológico em formato de flor, revertendo-se para com sua própria irmã e consequentemente Corazon. Hoshi Daisuke, por sua vez, um inexperiente civil que tivera aparelhatos equiparados aos investigadores lhe conferido, acabara por vir a óbito mediante estar em conjunto com Arleia sobre um potente efeito nocivo.


O momento para velar pelos companheiros de profissão ficaria para mais tarde, ao menos, para Corazon, que rapidamente viu-se em uma grande enrascada, ficando encurralado por uma criatura grotesca que possuía a estatura quase que na totalidade daqueles esgotos, porém, o Ghoul não se entregaria tão facilmente dessa forma. Antes que Corazon pudesse tomar qualquer medida com relação a sua nova condição, a segunda chance que lhe fora auferida por Aradina, finalmente reforços haviam chegado, alguém que de fato Corazon poderia contar. Com extrema habilidade, a garota parecia ter chego aquele lugar, já colocando-se a par daquela situação, entretanto, será que os comandantes quando convocaram-na, haviam mostrado algo que identificasse os dois, Hoshi Daisuke e ele próprio? Não era o momento para pensar sobre aquilo. Em questão de instantes, três disparos efetuados pela garota e Corazon já preparava-se para iniciar uma fatal investida contra o corpanzil da criatura, ao qual, de alguma forma, pareceu começar a diminuir rapidamente.


Assim que a criatura virou-se, ao menos, para dar atenção ao reforço recebido por Corazon, as duas irmãs que outrora haviam fugido retornaram, explicando-lhe uma série de coisas sobre o lugar, que este era perigoso e que nem todas as criaturas pareciam nutrir alguma afeição em ajudá-los dada aquela situação. Corazon suspirou esboçando um estranho sorriso ao notar que Aradina possuía uma espécie de casulo em mãos, entregando-lhe. Assim que Corazon pudesse dizer algo a dupla de irmãs, uma voz chamou sua atenção, como se a diminuição de tamanho daquela criatura não fosse suficiente para atraí-lo. A criatura não parecia ser ruim, parecia ter sido acometida por algum efeito nocivo, semelhante a Hoshi Daisuke, Arleia ou qualquer outro habitante dos subterrâneos de Chaos.


Eu Não Sou o Herói


Assim que as palavras do franzino homem escaparam-lhe de seus lábios, Corazon não era de fato um herói, era alguém que fazia as coisas do seu jeito, como queria e como podia. Não importava a ele se para chegar a conclusão de algo, algo tivesse de ser quebrado, incluindo-o. Lentamente, desvencilhando-se daquele casulo, repousando-o suavemente sobre o solo, Corazon visou lançar sua cauda em direção ao homem, visando entrelaçá-la em seu pescoço violentamente e então puxá-lo para si de maneira rápida, enquanto um sádico sorriso emanaria de seus lábios. - Foi mal, amigo, mas gastei muita energia então...você está sendo convocado para repô-la.


Caso conseguisse, imediatamente Corazon utilizaria de sua cauda para serrar o pescoço do homem e então, utilizar-se do tempo restante para devorá-lo, igualmente o estranho gato pareceu surprir-se momentos atrás de ex-companheiro. Com alguma sorte, Corazon conseguiria aparar-se, temporáriamente da genética da criatura, integrando-a assim a sua cauda.


Sua refeição, caso conseguisse atacar o franzino homem, seria interrompida pelo comunicador pessoal, não somente de Corazon mas também de sua parceira. Gradativamente, o homem acionaria seu comunicador, visando entrar em contato com a comandante, enquanto mantinha os olhos afincos a Aradina e Arleia. - Corazon, Câmbio. Hoshi Daisuke está morto, estamos com uma grande incidência de um agente biológico aqui embaixo. Solicito que....


Nesse momento, Corazon cessou suas palavras, onde estaria sua indiretamente, parceira? - Um instante, Câmbio.


[ Corazon ]- Vocês..viram onde foi aquela garota? Corazon aguardaria o que sua salvadora lhe diria e então, atentaria-se ao comunicador novamente. Corazon contava com que Aradina lhe dissesse que sua parceira havia sido levada por uma protuberância e então tomaria uma atitude. - Central de Comando, Corazon aqui. Estarei enviando uma amostra que dois individuos me conferiram, elas me salvaram. De alguma forma, a substância contida é extremamente nociva, peço para que tenham cuidado ao nalisar o artefato, entretanto, minha parceira desapareceu, estarei requisitando a ajuda de dois membros que estão comigo, seu nome é Arleia, ela estará esperando vocês em uma das saídas daqui. ( caso Corazon conhecesse onde uma das tampas de saída dos esgotos daria, rua e afins, pediria para que a comandante requisitasse alguem para pegar o casulo com Arleia.), este era o plano de Corazon, ir atrás de sua parceira juntamente com Aradina e pedir a Arleia que levasse o casulo até a saída dos esgotos, uma das inúmeras saídas para que levassem-no. - As habitantes daqui que me ajudaram são Aradina e Arleia, peço para que peguem um caso com uma delas na saída desse lugar imediatamente. Câmbio. Desligo.


Assim que Corazon terminasse a transmissão, recolheria sua cauda ao estado original e então, apossaria de sua arma e pediria para que Aradina lhe mostrasse o caminho para o qual sua parceira fora levada, além de informações sobre alguns tipos de criaturas que ali viviam.


Obs: O consumo de outros corpos para Corazon é relativo, quanto mais ele usar sua cauda, mais rápido virá a necessidade de se alimentar.
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   15.11.14 23:50

O ataque de Julian, inicialmente, teve efeito. Ao cortar uma das partes daquela planta gigantesca, o urro de dor, tão humano quanto os piores poderiam ser, fez o mutante temer. Essas experiências tinham alcançado um limite que não deveria ser ultrapassado. Com dor, a criatura agiu mais “irracionalmente” do que deveria, atacando Satânico de forma desordenada. No ar, o herói apenas desviava, tentando não usar seu poder sem necessidade.

—— Helena, conseguiu...?

Quando virou para trás, para ver como estava sua companheira de equipe, notou que a sua situação também não era a das melhores. O doutor simplesmente a atacava, vendo nela alguma inimiga capital. Mas eles tinham acabado de salvá-lo! A menos, é claro, que ele tivesse sido atingido pelos efeitos da planta, também.

O custo pela distração foi alto. Quando retomou sua atenção à própria luta, a criatura, com um de seus cipós, pegou Satânico pela perna e o puxou com força na direção daquela bocarra. Vendo que a telecinese não fez efeito o suficiente, preferiu não repetir o ataque. Por isso, olhando desesperadamente ao redor, buscou objetos que o ajudassem a sair de tal situação.

Em determinado local, haviam mesas metálicas, assim como gaiolas grandes. Envolveu esses objetos com sua telecinese e direcionou até a “boca” da planta, no intuído de fazê-la engolir todos aqueles objetos e livrá-lo da morte iminente. Caso obtivesse êxito no ataque (que estava mais para defesa, com certeza), usaria mais uma vez sua lâmina telecinética, desta vez para cortar o cipó de seu corpo.

Ato contínuo, aproximar-se-ia de Helena. Traria uma das outras gaiolas (desta vez menor, mas suficiente para comportar um humano) com seu poder e, com o auxílio deste ainda, envolveria o corpo do Dr – que agora estava agressivo – com sua energia esverdeada e o colocaria ali dentro, tendo em vista que feri-lo ou mata-lo estava fora de cogitação.

—— Helena, acha que consegue identificar alguma coisa naquela mesa (apontou para a mesa repleta de frascos, tubos de ensaio e papeis) que possa reverter essa situação do Dr?

Presumiu que a agente saberia, tendo em vista que ela teve mais experiência do que ele na investigação da casa. E assim que ela pegasse o material (se o fizesse), envolveriam a ambos em uma capsula enérgica esverdeada e os levariam dali, que brando o teto do museu, já que pedir auxílio para o teleporte poderia não funcionar.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   16.11.14 17:58

Enfim os tele portes foram impedidos na cidade, mas nem assim a apatia abandonou as pessoas. A ideia é que as pessoas estavam sendo impedidas de terem reações normais de seres humanos. Aquilo não era normal. Numa situação de perigo iminente ninguém se rebelar por ser impedido de se salvar? Que mistério estaria por trás de tanta apatia?

Esgotos [...]

Corazon e Ashley estavam enfrentando uma outra mutação do que seria o mau real que assolava Chaos. Corazon se mostrou não ser exatamente um ser tão inofensivo como julgou Aradina e Arleia sorriram de canto ao perceber isto e disseram entre si.

— Creio que está explicado porque tive a impulsividade de salvá-lo. A superfície talvez nos receba bem.

As mulheres aranha ouvem e observam as ações de Corazon, mas antes que possam responder ao pedido solicitado pelo homem uma comunicação interrompe as duas, era a general.

— Corazon, agradeço seu empenho. Helena e Satânico estão neste momento falando com o Doutor
Philemon, o descobridor dos cogumelos, creio que o mesmo nos trará boas notícias.


A comunicação se silencia e o casulo com a flor permanece onde Corazon o deixou. Após saciar sua fome, a cauda de Corazon absorve o poder de aumentar seu tamanho em cinco vezes mais, porém o que o homem não sabia é que tal poder tirava deste seu discernimento, era como estar sob o efeito de uma droga fortíssima. Arleia e Aradina se mantêm próximas de Corazon. Arleia, a mais ousada, aproxima-se bem do homem e fala num tom sarcástico.

— A mulher que poupou a vida da criatura que você acaba de devorar foi levada por um dos habitantes das águas. Posso te levar aos domínios destas criaturas, mas não sei para onde ela levou a mulher.

A mulher encarou Corazon com seus oito olhos e deu um sorriso. Aradina manteve-se em silêncio, mas olhava com certa cautela para a água. Corazon aceita a ajuda de Arleia, porém Aradina o alerta.

— Os seres que comandam as águas são tão instáveis, num momento, se mostrarem amigos, mas não confie totalmente neles.

Arleia olha para irmã com uma expressão estupefata e fala com Corazon.

— Aradina é muito cautelosa, você tem poderes suficientes para enfrentar tais criaturas.

Ela da uma piscadela para este e o convida a seguir por um túnel extenso e mortalmente mal iluminado. Arleia segue na frente, Corazon ao centro e Aradina atrás. Além do eco dos passos, o gotejar incessante de água da um tom sombrio ao lugar. Quando chegam a uma bifurcação Arleia para e diz sorrindo.

— Siga pelo túnel da direita, lá no fim encontrará a represa e nesta os seres das águas, boa sorte.

Arleia não diz mais nada e escala a parede seguindo o caminho de volta, Aradina, antes de se afastar fala com Corazon.

— Chegando na represa, não mergulhe. Jogue isto lá dentro, tenho certeza que algum deles irá atender ao seu chamado.

Aradina coloca na mão de Corazon o casulo com a flor. Afasta-se dizendo:


— Boa sorte e não se meta em confusão.

Corazon faz o que a mulher aranha diz e assim que o casulo toca a superfície negra e fétida da represa um ser que em nada lembrava um polvo fala a mente de Corazon.


— O que desejas, seja breve, pois tenho fome.

Corazon tinha alguns segundos para explicar o que o levou ali. O povo das águas era um inimigo declarado das aranhas, mesmo que no futuro tenham sido unidos. Eram inimigos, mas não guerreavam, não tinham ânimo para isto, porém cada um respeitava seu espaço. Se Corazon não fosse diplomático o suficiente corria o risco de se tornar alimento da criatura.
Ashley estava presa em seu próprio pesadelo, a vampira foi inoculada por uma planta adulta e o poder de seu veneno era mais potente e o efeito mais demorado.

A mulher vivia seu maior medo e como se movia acabou por cair na água. Ashley era uma vampira, imortal que não tinha necessidade de respirar, porém a água era um lugar instável nos esgotos de Chaos. O corpo da mulher desliza para as profundezas da água, quanto mais fundo, mais escuro. Vultos de tamanho variados circundam o corpo de Ashley, uma das criaturas se aproxima, por curiosidade e abocanha, sem machucar, a cintura de Ashley. Ela nada com a mulher em sua mandíbula por um tempo indefinido até chegar a um ponto onde ela começa a nadar para cima, neste meio tempo Ashley recobre sua consciência. A criatura nada em alta velocidade. Ashley nota um brilho intenso à frente, não é a luz do sol. Ela continua anadar até saltar com o corpo para fora da água e soltar Ashley. Ashley cai em algo fofo. Se por acaso a mulher sentisse cheiro identificaria na hora o lugar, mas não era o caso. O brilho que Ashley viu foi de enormes máquinas de compactar lixo. Vozes humanas eram ouvidas e a vampira sente o cheiro doce de sangue fresco. Ela estava fraca e precisa de informações. O que faria a vampira?

Museu [...]

Helena e Satânico estavam enfrentando uma situação desajeitada. De um lado o rapaz tentava se livrar da planta jogando coisas em sua boca e do outro Helena tentava livrar-se do doutor que via a sua frente o assassino de sua esposa e filho. A ação de Helena teve sucesso e o doutor caiu de costas no chão batendo a cabeça com força. Satânico conseguiu se livrar da planta, porém a destruiu como esperava. A planta recolheu suas pétalas e aquietou-se. O doutor estava desmaiado e seria interessante não se demorarem ali.
O comunicador de Helena e Satânico são acionados juntos. Era a general.

— Satânico e Helena, tudo bem ai? Conseguiram falar com o doutor? Precisamos saber com o que lidamos. Já tem algo para nos dizer?

Do outro lado a general aguarda a resposta de ambos e neste meio tempo o doutor acorda e olha ao redor. Ele geme um pouco e fica sentado. Olha para Helena, que estava mais próxima, e pergunta um tanto surpreso.


— Quem é você? Onde estou?

A pancada fora forte e o doutor perdeu, momentaneamente, a memória. Haviam vários objetos no lugar que poderiam ajudar o doutor a recobrar a memória assim como havia objetos que poderiam ser usados por Helena para saber o que houve ali, pois a garota tinha o dom de ver o passado. A flor estava quieta, mas não morta e se olhassem ao redor, veriam várias flores negras sem abrir. Ali encontrariam muitas respostas, mas como permanecer ali com a flor assassina pronta para os atacar?







Última edição por Neena em 17.11.14 8:48, editado 2 vez(es)
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   16.11.14 18:02


Olá! Espero que estejam bem. Dúvidas me perguntem por MP ou pelo chat. Ashley, caso tenha dúvida em visualizar o lugar onde esta imagine um lixão, literalmente com todo tipo de dejetos imagináveis.

Divirtam-se e até semana que vem!

Prazo para os jogadores: 22/11/2014

Prazo para o narrador: 23/11/2014
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Corazon

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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   17.11.14 19:02

Obrigado pela Refeição


Corazon, com sucesso havia alçado sua presa violentamente com sua Kagune, arrastando o homem que outrora havia se comportado de forma assustadora, tragando-o para si, visando alimentar-se o máximo que pudesse de seu corpo. A preferência de Corazon era a pele, não hesitou, sequer por um instante, em suprir-se de longas mordidas no corpo do homem, após ceifar sua vida rapidamente. Conforme parecia alimentar-se do agora cadáver, sua cauda parecia cintilar em um brilho avermelhado, como se o consumo dos tecidos do homem enautecessem sua cauda de alguma forma, entretanto, fora no momento que ainda estaria se alimentando que a comunicação propagada pelo aparelho ecoou, ao qual, agora atento, Corazon permanecia a alimentar-se.


Pouco tempo após consumir o que podia do homem, ficando satisfeito, Corazon utilizou-se das vestes do mesmo para limpar-se e então, recompor-se, e fora quando estava fazendo isto que as palavras de Arleia alcançaram sua audição, se perfazendo com que o franco-atirador virasse sua face em direção a mesma. Corazon franziu o cenho, mantendo a expressão séria, esta que fora quebrada por um súbito sorriso enquanto o homem disse. - Agora as coisas parecem estar ficando bem interessantes.. Corazon enquanto mantinha um sorriso estampado em sua face, não poderia deixar de notar uma expressão ligeiramente preocupada de Aradina, entretanto, nada disse, apenas recompondo-se com seu equipamento, ao qual, pelo visto, restava intacto. - Sei que posso confiar em vocês duas cegamente. Suspirou Corazon. - Sei que irão me ajudar mas eu ainda ei de pagar a sua ajuda a mesma altura, Aradina. Arleia, fico feliz por ter voltado ao normal.


Corazon permaneceu em silêncio após isso, contemplando a atitude de Arleia, realmente, as duas pareciam completar uma a outra, por um lado, Aradina parecia ser a ancora da dupla de irmãs, cautelosa, atenta, enquanto Arleia parecia ser a "frente de batalha", aquela que protegia a sua irmã. O investigador não conteve um sorriso e nem mesmo em demonstrar um olhar terno entre as irmãs. - Sabe, vocês duas realmente parecem se completar, mas fico feliz por achar que sou capaz, se não fossem vocês duas, eu estaria fazendo uma ótima viagem para o outro lado.


Corazon imediatamente começou a seguir por um túnel, acompanhada por Arleia que parecia mostrar o caminho. Corazon mantinha a sniper as suas costas, atento, embora que, o ambiente sombrio, perigoso se perfazia com que Corazon se sentisse em um filme de terror, não equiparadamente ao vilão, onde este, caçava suas vítimas, naquela situação, ele se perfazia em vítima e a cautela seria algo verdadeiramente importante. Sem propagar-se por mais tempo, o investigador se deparou com uma bifurcação, recebendo as coordenadas provenientes de Arleia, entretanto, o que ele próprio estrahou fora o silêncio de Aradina, que logo parecia demonstrar seus motivos. Corazon sorrira com o comentário de sua mais nova aliada.- Tentarei não meter-me em confusão mas, do jeito que está, parece inevitável..vocês duas, tomem cuidado, evitem essas plantas e evitem se ferir, tentaremos o mais rápido possível resolver esse problema, mas...fiquem a salvo.


Seres das Aguas


Corazon seguiu as coordenadas que lhe foram oferecidas, com extrema cautela ele caminho pela direção imposta, jogando o que Aradina havia lhe entregue nas águas, se perfazendo com que uma criatura ainda mais bizarra que Aradina e Arleia surgissem das estranhas aguas daquele lugar.


Corazon visou recuar dois passos, permanecendo a olhar a criatura atentamente. Ele mesmo já havia lidado com os piores monstros possíveis, os humanos, entretanto, a aura ameaçadora da criatura era algo que atraía em muito a atenção de Corazon que simplesmente, suspirou profundamente, embora a cordialidade das palavras da criatura fossem claras, aparentemente, não parecia ser inteligente e uma diplomacia redundante, certamente não surtiria efeito e Corazon acabaria por ser morto. - Ahn, peço desculpas por incomodar você, me chamo Corazon e sou um investigador da força-tarefa. Estamos com drásticos problemas, uma espécie de flor que libera uma toxina mortal faz com que as pessoas mudem drásticamente de temperamento e ataquem uma as outras. Tememos que em breve, tanto seus domínios quanto qualquer outro serão atingidos violentamente...Corazon suspirou uma segunda vez.- Mas estou com uma prioridade primeiro, se puder me ajudar, quem sabe eu possa ajudá-lo de alguma forma também, minha parceira foi arrastada por um integrante das águas, ela está aqui para ajudá-los assim como eu, será que você sabe alguma coisa a respeito?


Corazon permaneceu em silêncio após sua indagação, tentou ser o mais breve possível e não florear muito, apenas queria ser direto e em troca, estava se propondo a auxiliar a criatura em alguma coisa que pudesse ser bom para ambos, entretanto, Corazon também tentava disfarçar o fato de que, ele poderia ser atacado a qualquer instante. - Estávamos investigando, uma flor que libera toxinas perigosas e de repente fomos atacados, eu me distrai por alguns momentos e ela fora levada, você está sabendo de alguma coisa ou mesmo pode ter visto alguma coisa?
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   20.11.14 19:38

Ainda zonza procurava reorganizar a cabeça. Recobrando as lembranças revia o ataque da planta e ai sim seus pesadelos tomando forma, era assim então que acontecia? Fora algo diferente do relatado e totalmente inesperado a pegando desprevenida e criando dúvidas de que mais truques aquelas plantas podiam esconder.

Olhando ao redor tentava descobrir onde estava, o local parecia um grande lixão mas tinha algo estranho, algo que não se encaixava e isso era o odor de sangue. Aquilo fazia as narinas da vampira esquentarem de tal forma que procurasse a origem do aroma, devagar olhou para o corpo que apesar de ensopado não apresentava ferimentos então descartou a possibilidade de ter sido ferida.

Ajeitou os cabelos para trás e andou de forma devagar e desconfiada, fugindo das luzes para algum local escuro. Estava sem seu comunicador e precisava encontrar alguma forma de se orientar e procurar seus parceiros.
Circularia pelo lugar usando de suas habilidades para tentar passar desapercebida por qualquer um que estivesse ali e descobrir onde estava realmente, seguindo de sombra em sombra e sempre evitando a luz.
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Helena Mayer
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   21.11.14 9:00


As coisas saíram, parcialmente, como desejei. Consegui jogar o doutor no chão e exagerei um pouco, pois o homem desmaiou ao bater a cabeça no chão. Olhei para meu parceiro e percebi que ele estava se saindo muito bem, melhor do que eu poderia imaginar. Aquele lugar tinha muitos objetos, será que algum deles me daria respostas? Aproximei-me do doutor ao ouvir seu gemido. O homem ficou de pé e me olhou com uma expressão assustada. O encarei brevemente e soltei os ombros após ouvir suas perguntas, só me faltava esta.

— Seu nome é Philemon e estamos em seu laboratório, estufa ou as duas coisas. Somos da força tarefa. Aquele é o Satânico e aquela coisa lá. – apontei a flor – tentou te devorar a alguns segundos. Consegue se lembrar de alguma coisa?

Antes de homem responder me pus de pé. Limpei a roupa e percebi alguns arranhões em minha pele, alguns ardiam mais que outros. Aproximei-me de Satânico.


— Tudo bem? O doutor está sem memória. A planta está morta? Vou ver se consigo descobrir algo, talvez algum objeto me conte o que aconteceu aqui.

Afastei de Satânico e aproximei-me da mesa que continha os vários frascos. Segurei um deles, soltei, peguei outro e o deixei de lado também. Então peguei um vaso, como aquele dos cogumelos, meus olhos brilharam.



[ O que vou descobrir é com a narradora.]
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   21.11.14 23:21

O ataque surte o efeito desejado. Ainda que não tivera sido forte o suficiente para matar a planta (o que parecia ser uma tarefa quase impossível), a investida de alimentá-la com grades e demais objetos foi suficientemente eficiente em afastar o perigo. Assim que ela se recolheu, voou até Helena, pousando próximo a ela.

—— ‘Tô bem. Mas cansado. Faz tempo que eu não usava tanto assim meu poder. Melhor dar uma segurada antes que a bateria descarregue. E... a planta não está morta. Não sei se pode ser morta. Mas tá lá, quietinha. Temos que nos mandar daqui.

A jovem de pele bem branca e cabelo adversamente escuro se afasta. Seu olho azul fica mais intenso, e não demorou para que um brilho azulado fosse emitido. Ela estava usando seu poder. Julian se distraía com a beleza que via, até voltar a si e prestar atenção ao Dr. Philemon. Ele poderia ser louco e estar transitoriamente neste jeito, mas não poderia permitir que ele fugisse ou cometesse algum ato impensado.
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   22.11.14 16:38


Uma breve história de ciências [....]

As plantas se alimentam do gás carbônico, com a ajuda do Sol produzem a fotossíntese e assim se alimentam, devolvendo para o ar o oxigênio que é essencial para avida humana e também animal. Na água os seres que vivem nela, retiram desta o oxigênio do qual necessitam. Esta foi a forma de sobrevivência conhecida no planeta até o lixo ( real) não mais poder ser escondido ou estocado. Anos se passaram e sem que notassem, o ser humano estava se adaptando a falta de oxigênio. O corpo estava se moldando, alterando para encarar o novo planeta que se mostrava. Milhares morreram, mas muitos outros milhares sobreviveram. A evolução não foi igual em todo o planeta, ainda existem áreas onde é possível se ver uma árvore, rios limpos, oxigênio, mas são pequenas áreas isoladas. Noventa e nove por cento do planeta já vive a mesma realidade de Chaos. Tais mudanças não impediram as pessoas de consumir, de produzir mais lixo e com isto as cidades, metrópoles, megálopes criam os conhecidos “Museus do Lixo”. Chaos possui o acervo mais “invejado” do restante do planeta. Mas devemos lembrar que 70% do planeta não é mais habitável, tornaram-se desertos ou charcos de lixo que não da pra descrever.

Voltando [...]

Esgoto [...]

Corazon usou de uma formalidade polida para direcionar-se a criatura que estava à sua frente. O agente da força tarefa explicou tudo o que sabia e o motivo de sua estadia naquele lugar. A criatura ouviu tudo com extrema impaciência e assim que Corazon se calou ela mergulhou nas águas fétidas e voltou a permanecer na bora. Encarou brevemente o agente.

— A mulher que procura não está ferida, mas acredito que por sua condição não está muito à vontade.

A voz da criatura lembrava o gotejar ritmado de água. Ela mergulhou novamente, mas desta vez levou alguns segundos a mais para voltar. Quando retornou estava mais próxima da borda. Cipós que lembravam gelatina desprenderam de seu corpo e enrolaram ao corpo de Corazon. Apenas o rosto do homem ficou de fora. Corazon foi puxado para dentro da água, mas não afundou. A água fedia muito. Em seguida a criatura abriu a boca e uma bola, lembrava chicletes, flutuou até a cabeça de Corazon e grudou. A cabeça de Corazon ficou solta dentro da bolha e ele sentia que podia respirar. Mentalmente o ser lhe disse.

— Você tem 5 horas do seu oxigênio, aproveite bem.


O que a criatura quis dizer com aquilo? Corazon descobriria em breve! A criatura então mergulhou, fundo, levando o casulo de Corazon. O tempo que a criatura levou até chegar ao destino final não podia ser facilmente calculado, mas foi mais que uma hora. As profundezas do esgotos era escura, muito escura e vez ou outra Corazon podia ver vultos rodeá-los. Ele não estava molhado, o casulo o protegia. Enfim Corazon sentiu que a criatura subia, e esta subida levou um bom tempo também. Assim que chegaram a borda a criatura falou mentalmente.

— Você é pesado e seu dom atrai muitas criaturas, levamos mais tempo que pensei. Sua parceira está aqui e você tem apenas 1 hora para encontra-la. O ar daqui pode lhe matar e minha bolha não irá durar mais que uma hora, porém existem outros males. Lembre-se lhe ajudei por ter me dado algo de Aradina, caso caia na água novamente não conte com minha hospitalidade.

A criatura mergulha e Corazon se vê num lixão, não sentia o cheiro, mas podia imaginar. De quando em vez algumas luzes iluminavam alguns pontos e Corazon podia perceber que dejetos dos mais variados tipos estavam ali. Ele estava do lado oposto de onde se encontrava Ashley e não tinha muito tempo. Antes que pudesse começar a organizar as ideias Corazon é interceptado por uma figura curiosa. Ela olha e pergunta de forma mansa.



— O que um humano dotado de tão grande poder faz aqui? Procura alguém?


A criatura era estranha, bizarra e não podia dizer se representava perigo ou não.
Ashley por sua vez esquivava-se das luzes. Ashley estava sozinha, sem comunicador e num lugar onde surpresas poderiam aparecer a qualquer instante. Distante de onde estava vampira duas máquinas trabalhavam incansáveis. Reviravam o lixo a todo o momento. Cada vez que movia o lixo uma enorme quantidade de gás escapava do mesmo. Este gás subia e até parar no teto. Vários dutos sugavam o gás. O lugar, olhando de forma mais atenta, era uma espécie de redoma de vidro.



As paredes eram escuras e no centro as máquinas. Do lado de fora desta enorme redoma havia as centrais de controle. Tudo era monitorado e qualquer alteração era comunicada a central. Ashley via apenas o lixo que ocupava cada centímetro daquele lugar. De repente a vampira ouve um ruído, algo como um animal comendo. Ashley não se intimida e segue o ruído, pois além do ruído sentiu também cheiro de sangue fresco. Ao se deparar com o que fazia o ruído a vampira não tem muito tempo para reagir,


pois outra criatura usando farda lhe passa uma rasteira e a derruba no chão. O cheiro de sangue aguçava a ferocidade destes seres. Não precisava ser sangue fresco.

Do lado de fora a luz de emergência está acessa e os operadores daquela central, em sua lentidão e passividade costumeira, passam o comunicado para a força tarefa. Dois vigilantes da área do dome sumiram, coisa que não acontecia havia muitos anos.

Museu [....]

Satânico e Helena tem um pequeno descanso. Helena, efim, tem oportunidade de usar seu dom. A garota examina as várias coisas dispostas na mesa até segura com mais atenção um dos vasos que viu no marco inicial.

O doutor faz perguntas e é prontamente respondido, mas parece não se lembrar de nada que Helena lhe disse. Ele olha a proximidade de Satânico e encara o rapaz por alguns segundos. Anda até o minhocario espatifado e fala com a voz vaga.

— Minhocas vivem em harmonia com a terra. Vivem dela, cuidam dela. Isto não é fascinante?

O homem segura uma das minhocas na mão e esta começa ase mexer, tentando sair das mãos quentes do homem. Nisto ele olha novamente para Satânico.

— Porque você está com uma bolha na cabeça?

O homem caminha pra próximo de onde está Helena, a garota permanece parada. Ele então encosta na beirada da mesa e um click é ouvido. Misteriosamente o chão se abre dando lugar a uma escadaria. O homem olha curioso para aquilo e no mesmo instante olha para Satânico e Helena. Deveriam descer? As paredes ao lado da escada eram rústica e de lá vinha um ar gelado, fresco. Dava para ver que era mal iluminado.

Helena consegue ver o que aconteceu com o lugar. Um cipó, vindo do porão, juntou-se ao cogumelo que estava naquele vaso e deu origem a flor enorme que tentou comer o doutor e posteriormente Satânico. Tudo aconteceu de forma rápida. Helena sente um ardor na nuca, algo que lembrava uma mordida feita por dentes pequenos e afiados. Quando olha era uma das minhocas e não era somente isto que aconteceu, as flores, antes fechadas, estavam se abrindo. Não podiam permanecer mais ali. O que fariam? Desceriam as escadas ou sairiam do museu?
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Neena
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MensagemAssunto: Re: Quest — Solidão   22.11.14 16:41


Olá! Espero que estejam bem. Dúvidas me perguntem por MP ou pelo chat. A imagem do dome é só para se ter uma ideia do que escrevi, mas do lado de fora não é como está lá. Espero que se divirtam. Até a próxima semana.

Divirtam-se e até semana que vem!

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